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EUA afirmam que estão abertos a diálogo com a Coreia do Norte

Internacional|Do R7

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(Atualiza com comentários do chefe de gabinete da Casa Branca). Washington, 16 jun (EFE).- Os Estados Unidos afirmaram neste domingo que estão dispostos a dialogar com a Coreia do Norte desde que o governo norte-coreano dê passos concretos rumo à desnuclearização, e indicou que consultará Japão e Coreia do Sul em uma reunião em Washington na próxima quarta-feira. "Sempre estivemos a favor do diálogo e, de fato, temos linhas abertas de comunicação com a Coreia do Norte", disse a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Caitlin Hayden, em comunicado citado pelo canal de televisão "CNN". "Julgaremos a Coreia do Norte por suas ações e não por suas palavras, e esperamos ver passos que demonstrem que está preparada para assumir seus compromissos e obrigações", acrescentou Hayden. A Coreia do Norte, através de sua Comissão Nacional de Defesa, convidou Washington neste domingo a estabelecer conversas de alto nível "para diminuir as tensões na península coreana e estabelecer a paz e a segurança em nível regional". Pyonyang destacou que o governo americano "não deveria falar de condições prévias" para os contatos, uma possibilidade que parece ter sido rejeitada pelo chefe de gabinete da Casa Branca, Denis McDonough. "As conversas têm que ser reais. Têm que basear-se em que eles assumam suas obrigações quanto à proliferação, às armas nucleares, ao contrabando e outros assuntos", disse McDonough ao canal "CBS". "Não vão conseguir escapar através de conversas das sanções significativas sob as quais estão, sanções que a Rússia apoiou, e o que é mais importante, que a China apoiou", acrescentou. O representante especial dos EUA para assuntos da Coreia do Norte, Glyn Davies, conversará sobre a oferta com japoneses e sul-coreanos em uma reunião na quarta-feira, informou à "CNN" um funcionário americano que pediu anonimato. A reunião trilateral em Washington foi programada há algum tempo para "trocar opiniões sobre uma série de assuntos relacionados com a Coreia do Norte", segundo o anúncio oficial emitido na sexta-feira pelo Departamento de Estado americano. A oferta de hoje chega cinco dias depois que as duas Coreias cancelaram, por diferenças a respeito da composição das representações dos países, o que teria sido seu primeiro encontro de alto nível em seis anos. A tentativa de aproximação com Washington contrasta com a dura campanha de ameaças bélicas dirigidas contra EUA, Coreia do Sul e Japão que o regime norte-coreano realizou em março e abril. A Coreia do Norte acredita que a agenda do encontro com os EUA poderia incluir questões como a redução da tensão militar na península coreana e a possibilidade de substituir o armistício que encerrou a Guerra da Coreia (1950-1953) por um tratado de paz. Pyongyang também ofereceu a Washington a possibilidade de escolher o lugar e o momento dessas conversas. O governo de Barack Obama insistiu em várias ocasiões que só dialogará se antes Pyongyang empreender ações que certifiquem sua intenção de abandonar seu programa nuclear e respeite as resoluções do Conselho de Segurança da ONU. A aproximação é a primeira desde as frustradas negociações bilaterais de fevereiro de 2012, nas quais os países definiram uma moratória norte-coreana em relação a seus programas atômicos e de mísseis em troca de centenas de milhares de toneladas de ajuda alimentícia americana. Esse acordo se viu frustrado semanas depois, quando Pyongyang anunciou o lançamento de um foguete. EFE llb/rsd

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