EUA afirmam que não veem "movimentos militares em grande escala" de Pyongyang
Internacional|Do R7
Washington, 1 abr (EFE).- O governo dos Estados Unidos reiterou nesta segunda-feira que está levando muito "a sério" as "provocações" da Coreia do Norte, mas garantiu que ainda não viu "ações que demonstrem a retórica" hostil de Pyongyang. "Apesar da dura retórica que estamos escutando de Pyongyang, não vimos mudanças na posição militar norte-coreana como mobilizações em grande escala ou o posicionamento de tropas", disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, em sua entrevista coletiva diária. No entanto, acrescentou que Washington leva "muito a serio" as "provocações" da Coreia do Norte e destacou o recente envio de aviões de combate F-22 para a Coreia do Sul, durante as manobras militares conjuntas que ambos os países realizam anualmente. Os F-22 se juntam aos bombardeiros B-2 enviados anteriormente. O porta-voz do Pentágono, George Little, afirmou que dois F-22 Raptors foram enviados de Okinawa (Japão) para a base aérea de Ousam (Coreia do Sul), para participar das manobras conjuntas anuais. "Estas manobras foram planejadas há muito tempo e (os F-22) são parte do componente aéreo do exercício", disse Little. A utilização de aeronaves é "para tranquilizar nossos aliados, e mostrar que atuaremos com decisão contra a Coreia do Norte", detalhou Carney. "Acho que isto reduziu as possibilidades de erros de cálculos e provocações por parte de Pyongyang", acrescentou. O Departamento de Estado minimizou a importância da intenção do líder norte-coreano, Kim Jong-un, de declarar a Coreia do Norte em "estado de guerra". Os EUA veem a declaração de "estado de guerra" simplesmente como "um novo passo retórico", mas se mantêm "vigilantes" para ver como isso se traduz no terreno, afirmou hoje a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland. Este último capítulo de tensões com a Coreia do Norte começou no dia 7 de março, quando o Conselho de Segurança da ONU impôs novas sanções a esse país pelo teste nuclear realizado em fevereiro. Além disso, a tensão aumentou com a retórica hostil que a Coreia do Norte costuma utilizar para responder às manobras militares anuais entre EUA e Coreia do Sul na região. EFE afs-llb-elv/rpr









