EUA analisam opções para destruir armas químicas da Síria, diz Kerry
Internacional|Do R7
WASHINGTON, 18 Nov (Reuters) - Os Estados Unidos e seus aliados estão explorando duas opções para destruir as armas químicas da Síria, disse nesta segunda-feira o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, depois que a Albânia não aceitou um pedido para sediar o processo de destruição.
Kerry rejeitou indicações de que um plano para eliminar as armas estava indo na direção errada, dizendo que a Organização para a Proibição de Armas Químicas tinha até o fim do ano para retirar as armas químicas da Síria.
Questionado se o processo estava paralisado depois que nenhum país concordou em participar, Kerry disse em entrevista coletiva: "Estamos no alvo. Agora, um ou outro país pode ter examinado a questão de levar essas armas sob sua jurisdição a fim de destrui-las. Nós não estamos sem alternativas."
"Na verdade, estamos buscando duas outras alternativas que nos dão a capacidade completa para fazer a destruição e para cumprir o cronograma", acrescentou.
Ele não revelou quais eram as opções e quais países estavam dispostos a receber as armas químicas.
A Albânia, país membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), enfrentou protestos internos de grupos reclamando que o país estava sendo explorado pelo Ocidente. O governo albanês afirmou na semana passada que não era possível se envolver nesta operação.
O plano tem o objetivo de destruir cerca de 1.300 toneladas de gás sarin, mostarda e outros agentes químicos.
Diante da ameaça de ataques com mísseis dos Estados Unidos, o presidente sírio, Bashar al-Assad, concordou em abrir mão do estoque de armas químicas da Síria em setembro, depois que um ataque com gás sarin matou centenas de pessoas nos arredores de Damasco.













