EUA: Anistia Internacional alerta viajantes sobre violência armada
A ONG recomenda 'evitar lugares onde se concentrem grandes quantidades de pessoas como igrejas, escolas e shoppings, cassinos e bares'
Internacional|Da EFE

A Anistia Internacional (AI) emitiu uma advertência sobre as viagens para os Estados Unidos "em meio aos continuados altos níveis de violência armada no país" e pediu para que os visitantes tenham precaução e contem com um plano de contingência.
Em comunicado divulgado pela divisão nos EUA, a organização recomenda "estar extremamente vigilante em todos os momentos e ser consciente da onipresença de armas de fogo entre a população".
Além disso, a ONG recomenda "evitar lugares onde se concentrem grandes quantidades de pessoas, especialmente eventos culturais, lugares de culto, escolas e shoppings" e também aumentar a cautela ao "visitar bares locais, casas de festas e cassinos".
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Após os tiroteios que no fim de semana passado deixaram 31 mortos em El Paso, no Texas, e Dayton, em Ohio, a ONG adverte que, "dependendo da identidade de gênero do viajante, da raça, do país de origem, da etnia ou da orientação sexual, pode correr um maior risco de ser alvo de violência armada".
As autoridades afirmam que antes do ataque em El Paso, o atirador, Patrick Crusius, divulgou um manifesto na internet no qual reproduzia o tom do discurso do presidente Donald Trump contra a imigração e alertava para uma "invasão hispânica no Texas". Mais de 80% da população de El Paso — que faz fronteira com Ciudad Juárez, no México — é hispânica.
"Sob as leis internacionais dos direitos humanos, os Estados Unidos têm a obrigação de iniciar uma série de medidas em nível federal, estadual e local para regular o acesso às armas de fogo e proteger os direitos do povo a viver e se movimentar livremente sem a ameaça da violência armada", lembra a organização.
A Anistia Internacional também critica a Casa Branca porque "o governo não adotou os passos suficientes para cumprir com a sua obrigação".
Segundo a organização, ao priorizar a posse de armas sobre outros direitos humanos básicos, o governo do presidente Donald Trump está "falhando voluntariamente e sistematicamente" em múltiplos níveis, assim como "ignorando" as suas obrigações internacionais.
"Os viajantes aos Estados Unidos deveriam ser conscientes que o país não protege adequadamente o direito das pessoas a estarem a salvo, sem importar quem sejam", diz no comunicado o diretor da campanha "Fim à Violência Armada" da AI nos EUA.
"O povo nos Estados Unidos não pode esperar de maneira razoável estar livre de danos, ter a garantia de que não vão disparar é impossível", acrescenta.













