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EUA anunciam novas sanções contra funcionários venezuelanos

Internacional|Do R7

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Washington, 2 fev (EFE).- Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira novas sanções contra funcionários e ex-funcionários do governo venezuelano considerados "responsáveis ou cúmplices" de violações contra os direitos humanos no país sul-americano. A porta-voz do Departamento de Estado americano, Jen Psaki, detalhou em comunicado as novas medidas, que se traduzirão em restrições de vistos para os afetados, sem detalhar as identidades nem o número de sancionados. O anúncio aconteceu pouco depois de Washington tachar também hoje de "infundadas e falsas" as acusações do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, contra o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, de estar por trás de um plano para provocar a queda de seu governo. As restrições de visto afetarão funcionários e ex-funcionários do governo venezuelano "que acredita-se que são responsáveis ou cúmplices de abusos contra os direitos humanos", assim como a outras pessoas "consideradas responsáveis de atos de corrupção pública", segundo o Departamento de Estado. Também afetarão membros da família imediata dos sancionados, cujas identidades não serão reveladas publicamente em cumprimento das leis de confidencialidade sobre vistos que regem nos EUA. "Ignorando os reiterados pedidos de mudanças feitas por governos, respeitados líderes e grupos de especialistas, o governo venezuelano seguiu demonstrando uma falta de respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais", alegou o Departamento de Estado. Em julho do ano passado, os EUA já haviam imposto restrições de visto a 24 funcionários venezuelanos supostamente envolvidos em violações de direitos humanos e na repressão de protestos de grupos opositores a Maduro. Além disso, em dezembro, o presidente americano, Barack Obama, assinou uma lei aprovada pelo Congresso com sanções contra funcionários venezuelanos considerados responsáveis de violações de direitos humanos nesse país. As relações entre Estados Unidos e Venezuela estão tensas desde a chegada ao poder em 1999 do já falecido presidente Hugo Chávez, mentor e antecessor de Maduro. Há quatro anos nas legações diplomáticas dos EUA em Caracas e da Venezuela em Washington não há embaixadores e estas são dirigidas por encarregados de negócios. A última fonte de tensões foi gerada neste fim de semana, quando Maduro acusou Biden de estar por trás de um plano para derrubá-lo e que, supostamente, o vice-presidente americano anunciou a presidentes e primeiros-ministros de países caribenhos durante uma cúpula energética realizada em Washington na semana passada. "Vimos as informações de imprensa sobre as acusações contra os Estados Unidos por parte de funcionários do governo venezuelano. Tal acusação é infundada e falsa", respondeu hoje à Agência Efe uma porta-voz do Departamento de Estado. De acordo com essa porta-voz, "o governo venezuelano deve concentrar-se nas queixas legítimas de seu povo, que incluem violações reiteradas da liberdade de expressão e de reunião". EFE mb-rg/rsd

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