EUA aumentam pressão sobre Colômbia e México por combate ao narcotráfico
Estratégia do governo Trump condiciona apoio a resultados concretos no combate aos carteis
Internacional|Mauricio Torres, da CNN Internacional
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O governo dos Estados Unidos quer que os países da América Latina, especialmente Colômbia e México, façam mais para combater o tráfico de drogas que, segundo a Casa Branca, representa “uma das mais graves ameaças” para seus cidadãos.
A nova Estratégia Nacional de Controle de Drogas dos Estados Unidos, publicada nesta segunda-feira (4), afirma que o presidente Donald Trump quer que Colômbia e México apresentem mais resultados nessa área e utilizará seu peso para que isso ocorra.
Da parte da Colômbia, diz o documento, os Estados Unidos esperam mais ações para reduzir o cultivo da folha de coca e interromper as redes criminosas que lucram com a produção de cocaína. Já do lado do México, busca mais apreensões de precursores químicos e drogas sintéticas, além do fim da capacidade dos cartéis do narcotráfico de “ameaçar” o território americano.
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“Esse objetivo se concentra em apoiar os esforços para erradicar as fontes de drogas de origem vegetal, como as folhas de coca destinadas a serem transformadas em cocaína na Colômbia, bem como em desmantelar laboratórios clandestinos de drogas que produzem substâncias sintéticas como fentanil e metanfetaminas no México e no Canadá”, afirma.
A estratégia diz que um de seus componentes-chave será oferecer apoio a esses países para tarefas antidrogas, embora também exercerá pressão diplomática por meio do Departamento de Estado, que atuará em coordenação com o Departamento de Justiça e com o apoio do Departamento de Defesa.
O documento alerta que os Estados Unidos “aproveitarão seus compromissos bilaterais, regionais e multilaterais” para exigir que países de origem e trânsito de drogas — entre eles China, Índia e Canadá, além de Colômbia e México — adotem estruturas semelhantes para supervisionar o envio de produtos químicos, farmacêuticos e de laboratório.
“O governo também liderará esforços globais de monitoramento e controle e fará com que os países adotem ações agressivas contra as entidades e indivíduos que traficam drogas ilícitas, tanto de origem vegetal quanto sintéticas, juntamente com seus precursores, substâncias relacionadas e equipamentos”, acrescenta.
Um dos caminhos nesse sentido, detalha o texto, será buscar cooperação das autoridades mexicanas para agir contra organizações criminosas baseadas no país, algumas das quais — como o Cartel de Sinaloa e o Cartel Jalisco Nueva Generación — foram designadas em um decreto que Trump emitiu em fevereiro de 2025.
“Isso inclui aumentar a coordenação entre Estados Unidos e México contra ameaças transnacionais, por meio de programas para autoridades mexicanas de aplicação da lei, compartilhamento de informações, segurança de fronteiras e apoio a operações conjuntas. Essa assistência estará condicionada a resultados tangíveis, incluindo medidas apropriadas para prender, processar e extraditar líderes de organizações terroristas estrangeiras e para desmantelar laboratórios de drogas sintéticas”, afirma.
A CNN entrou em contato com os governos da Colômbia e do México para pedir comentários e aguarda resposta.
Anteriormente, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que seu governo realizou apreensões “históricas” de cocaína e está comprometido com o combate ao narcotráfico. De forma semelhante, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, declarou que as autoridades de seu país combatem os cartéis e insistiu na disposição de trabalhar com os Estados Unidos, desde que seja sem subordinação e com respeito à soberania nacional.
Apesar dessas declarações, a nova estratégia dos Estados Unidos indica que o governo Trump pretende endurecer ainda mais nessa área após avaliar que governos anteriores foram brandos nas ações antidrogas.
“Por muito tempo, o engajamento com países de origem e trânsito que permitem o fluxo de drogas para os Estados Unidos falhou em responsabilizá-los por seus marcos regulatórios fracos, sua falta de aplicação da lei e, sobretudo, sua ausência de vontade política para tomar ações decisivas e urgentes para reduzir esse fluxo”, afirma o documento.
“Agora usaremos todas as ferramentas disponíveis para garantir que os países de origem tomem medidas críveis para interromper a produção e o tráfico de drogas e de químicos relacionados destinados aos Estados Unidos. Esses países serão responsabilizados e espera-se que adotem ações vigorosas para investigar, processar e eliminar o tráfico de drogas ilícitas desde a sua origem”, conclui.
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