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EUA buscam abrigos para menores imigrantes ilegais e iniciam vacinação

Internacional|Do R7

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Paula Díaz. Nogales (EUA), 10 jun (EFE).- O governo dos Estados Unidos intensificou nesta terça-feira a busca por abrigos para os milhares de menores imigrantes ilegais que chegam ao sul do país vindos da América Central, e começou a vacinação para evitar a aparição de doenças. Em Nogales, no Arizona, 1.118 crianças foram hospedadas em um armazém da Patrulha de Fronteira, onde dormiram em contêineres de plástico agasalhados com cobertores térmicos de alumínio, e nos quais usam banheiros químicos. "O problema é que poucos saem e muitos entram", disse hoje à Agência Efe o cônsul honorário de Honduras no Arizona, Tony Vanegas, sobre a situação das crianças. O armazém, com capacidade para 1.500 pessoas e que, diariamente, recebe mais menores, servia de local de passagem para imigrantes ilegais adultos, geralmente mexicanos, que seriam deportados. "Fico com o coração partido quando passo pelo cerco onde eles ficam e gritam 'Cônsul, me tira daqui!'. Se eu pudesse levaria todos agora mesmo", relatou. As crianças chegam sozinhas, e a previsão é de que até o final do ano, se nada for feito, os Estados Unidos podem ter 60 mil delas, segundo os cálculos das autoridades. Diante disso, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, já declarou que o país vive uma "urgente crise humanitária", e anunciou a criação de um grupo de várias agências governamentais para fazer frente aos acontecimentos. Os cônsules dos três países centro-americanos que têm crianças no abrigo expressaram inquietação pela situação. O cônsul de El Salvador em Tucson, Joaquin Chacón, disse à Agência Efe que este "local improvisado" não está preparado para receber as crianças por muito tempo. Ele lembrou que, anteriormente, o espaço era usado por "pessoas adultas, em sua maioria do México, que estavam ali por dois dias e eram enviadas de volta. Neste caso são menores de idade, e o processo será longo". O cônsul salvadorenho garantiu que as autoridades sanitárias devem começar a vacinar os menores ainda hoje para prevenir doenças, depois das críticas recebidas na semana passada ao liberar as crianças sem que tivessem passado por uma revisão médica ou vacinação. Por sua vez, o vice-cônsul da Guatemala, Carlos de León, afirmou que o movimento foi inesperado, e lembrou que, antes, chegavam mães com os filhos, mas que agora as crianças chegam sozinhas. O armazém foi adaptado pela Patrulha de Fronteira neste fim de semana para que estivesse mais habitável para os menores, que se alimentam de comida fria e não podem tomar banho ou lavar roupa durante os primeiros dias de estadia. "Muitos deles começam a chorar quando, pelo nosso celular, conversamos com seus parentes", ressaltou León. Andrés Adame, porta-voz da Patrulha da Fronteira, contestou as críticas, e declarou à Agência Efe que as crianças de Nogales "têm camas, comida e até um lugar para brincar". Ele acrescentou que sua organização está apenas abrigando os menores enquanto são processados e, posteriormente, irá entregá-los ao Escritório de Controle de Imigração e Alfândegas (ICE), que os enviará a um albergue para continuar com o processo de reunificação das famílias ou definir a situação migratória. EFE pd/cdr-rsd (foto) (vídeo)

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