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EUA chegam a acordo com Karzai sobre futuro de relações com o Afeganistão

Internacional|Do R7

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Washington, 20 nov (EFE).- O chefe da diplomacia americana, John Kerry, disse nesta quarta-feira que seu país chegou a um acordo com o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, sobre a linguagem e os termos do convênio de segurança que marcará a relação bilateral após o fim da missão da Otan em 2014. "É um prazer poder dizer que após uma série de conversas com o presidente Karzai ao longo desta manhã chegamos a um acordo sobre a linguagem final de nossa relação bilateral que será apresentado à Loya Jirga (Grande Assembleia afegã) amanhã", anunciou Kerry. Em entrevista coletiva, acompanhado do secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, Kerry negou que o acordo inclua uma carta de desculpas assinada pelo presidente americano, Barack Obama, pelos erros da guerra no Afeganistão. "Não sei de onde saiu essa ideia. Karzai não pediu desculpa alguma e não se discutiu algo parecido com uma desculpa", se irritou Kerry depois dos rumores na imprensa, alimentados por funcionários de Cabul, sobre essa possibilidade. Kerry esclareceu que, após o fim da missão da Aliança Atlântica no Afeganistão, liderada pelo Pentágono, os Estados Unidos "não terão papel de combate" e só se encarregarão de treinar, equipar e assistir as forças de segurança afegãs. O chamado Acordo Bilateral de Segurança deveria receber o sinal verde da "Loya Jirga", conselho com mais de 2.500 representantes tribais do Afeganistão, que começará a se reunir amanhã em Cabul. Kerry lembrou que o acordo servirá para "esclarecer as regras para a relação dos dois países" e para saber como enfrentar de maneira apropriada os problemas que surgiram durante os últimos anos, e lembrou que os Estados Unidos terão um "papel muito limitado". Segundo funcionários americano consultados pelo jornal "Washington Post", apesar de não se contemplar um papel de combate dos EUA no Afeganistão, as forças americanas manterão um contingente de vários milhares militares, utilizarão bases afegãs e poderão, em casos muito excepcionais, entrar em imóveis na busca de suspeitos de terrorismo. EFE jmr/cd

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