EUA cogitam alojar 5.000 menores imigrantes em instalações militares
O governo Trump foi criticado pelas condições nas quais estavam alojados os menores que eram separados das suas famílias na fronteira
Internacional|Da EFE

O Pentágono informou nesta quinta-feira (7) que o Departamento de Saúde e Serviços Sociais (HHS) lhe solicitou oficialmente que identifique instalações militares nas quais possa alojar, "em caso de necessidade", 5.000 menores imigrantes até o próximo dia 30 de setembro.
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"Em 5 de março de 2019, o subsecretário de Saúde e Serviços Sociais solicitou ao Departamento de Defesa apoio para localizar espaço para abrigar até 5.000 menores estrangeiros não acompanhados" em suas instalações, "em caso de necessidade, até 30 de setembro de 2019", informou o Pentágono em comunicado.
No ano passado, quando o governo do presidente Donald Trump foi amplamente criticado pelas condições nas quais estavam alojados os menores que eram separados das suas famílias na fronteira, foi especulada a possibilidade de que a Casa Branca ordenasse que as Forças Armadas cedessem suas instalações, algo que, no entanto, não chegou a acontecer.
Segundo detalha a nota, representantes de ambos departamentos trabalharão de maneira conjunta para identificar que instalações podem ser "apropriadas" para tal fim e não se descarta que o Departamento de Defesa ceda, além disso, determinados terrenos nos quais poderiam ser construídos "acampamentos temporários".
Em todo caso, acrescenta o comunicado, será o HHS que determinará se os recursos do Pentágono serão finalmente necessários e, em caso positivo, deverá apresentar "uma solicitação adicional" para que o Departamento de Defesa inicie o dispositivo.
Mais de 2.600 menores foram separados no ano passado dos seus pais sob a política de "tolerância zero" do governo Trump, que exigia o processamento penal de todos os imigrantes adultos que fossem detidos depois de tentar atravessar a fronteira sul do país.
A política do então procurador-geral, Jeff Sessions, criou muito mal-estar na sociedade americana e fez com que Trump a cancelasse três meses depois da sua implementação.














