EUA criticam detenção provisória do líder da Irmandade Muçulmana no Egito
Internacional|Do R7
Washington, 20 ago (EFE).- A Casa Branca afirmou nesta terça-feira que a detenção provisória por 15 dias do líder da Irmandade Muçulmana , Mohammed Badia, tem "motivos políticos" e é uma violação dos termos básicos de respeito aos direitos humanos. "Falamos várias vezes e enfaticamente sobre as detenções por motivos políticos. Esta prisão não está alinhada com os padrões que esperamos que outros governos defendam no que tange aos direitos humanos", declarou Josh Earnest, porta-voz da presidência dos EUA durante entrevista coletiva diária. Badia, investigado por incitação à violência e à morte de manifestantes, foi levado à prisão de Tora, no sul da capital egípcia, onde se encontram outros dirigentes islamitas detidos recentemente, e permanecerá preso por 15 dias. Earnest ressaltou que a detenção é "a mais recente de uma série de ações tomadas pelo governo egípcio que não refletem seu compromisso com um processo político inclusivo nem o respeito aos direitos humanos básicos como o de protesto pacífico". O Egito está imerso em uma onda de violência que já deixou mais de 900 mortos desde quarta-feira passada, quando a polícia desmontou dois acampamentos de manifestantes islamitas no Cairo que reivindicavam o retorno ao poder de Mohammed Mursi, deposto em 3 de julho por um golpe militar, e que também se encontra detido. EFE afs/cd/rsd













