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EUA deportam mexicana casada com veterano da Marinha

Alejandra Juarez vivia ilegalmente no país desde 2000. Advogados afirmam que deportação se deu somente agora por conta da política de Trump

Internacional|Ana Luísa Vieira, do R7, com Reuters

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Mexicana vivia ilegalmente no país desde 2000 e foi descoberta em 2013
Mexicana vivia ilegalmente no país desde 2000 e foi descoberta em 2013

O governo americano deportou, nesta sexta-feira (3), uma cidadã mexicana que vivia nos Estados Unidos ilegalmente havia duas décadas. Casada com um veterano da Marinha e mãe de dois filhos nascidos no país, ela morava na Flórida. As informações são da agência de notícias Reuters.

Alejandra Juarez, de 38 anos, foi até o Aeroporto Internacional de Orlando acompanhada da família e do congressista Darren Soto, do Partido Democrata. Ela entrou ilegalmente nos Estados Unidos em 1998 e recebeu uma ordem de remoção — o que minou suas futuras chances de conseguir um visto ou se tornar uma cidadã americana, de acordo com Soto.


Alejandra retornou ao país de forma ilegal em 2000, mesmo ano em que se casou com Temo Juarez, mexicano que serviu na guerra do Iraque pelos Estados Unidos e acabou sendo naturalizado americano. A situação da mexicana foi descoberta em 2013, durante uma batida do ICE — polícia de imigração dos EUA. À época, ela foi solicitada a se reapresentar para as autoridades a cada seis meses.

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De acordo com os advogados de Alejandra, ela está sendo deportada somente agora por conta da política de "tolerância zero" do presidente Donald Trump em relação aos imigrantes ilegais. O ICE informou que o retorno da mexicana aos EUA após sua ordem de remoção é considerado um crime.


Mexicana é mãe de duas crianças americanas
Mexicana é mãe de duas crianças americanas

O marido da mexicana chegou a contar para os repórteres que votou em Donald Trump nas eleições presidenciais de 2016.

O antecessor de Trump, Barack Obama, foi duramente criticado por deportar dezenas de veteranos militares que não eram americanos e por deportar imigrantes cujo único crime foi reingressar no país após uma ordem de remoção. Sob novas diretrizes emitidas pela administração do democrata em 2014, no entanto, o caso de Alejandra passou a ser considerado de baixa prioridade para a remoção, informaram os advogados da mexicana.

Ela contou que sua filha mais nova, que tem nove anos, também vai morar no México, já que o pai viaja com frequência a trabalho.

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