EUA devem se concentrar em inteligência, diz titular da Defesa
Internacional|Do R7
Washington, 5 nov (EFE).- O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, ressaltou nesta terça-feira a importância de manter "a vantagem tecnológica" em inteligência, cibersegurança e tecnologia espacial em um contexto de cortes orçamentários e um mundo com poderes emergentes. "É nossa prioridade proteger os investimentos em capacidades emergentes, especialmente espaço, cibertecnologia, operações especiais e inteligência", indicou Hagel no discurso de abertura das jornadas sobre segurança global do Centro de Estudos Internacionais e Estratégicos (CSIS) de Washington. O chefe do Pentágono reconheceu que os esperados US$ 500 bilhões em cortes automáticos ao primeiro orçamento de Defesa do mundo nos próximos 10 anos afetarão as capacidades tradicionais das Forças Armadas americanas. "Talvez tenhamos que aceitar a realidade de que nem sempre todas as unidades estarão a seu máximo nível de preparação", lamentou Hagel em relação ao desacordo político que evita a substituição dos cortes por outras economias planificadas. "Teremos que dar prioridade, por exemplo, a um Exército menor, moderno e capacitado ao invés de uma força grande com equipamentos mais antiquados", refletiu Hagel, que apontou que isso se dá quando o "centro de gravidade geopolítico" mundial cada vez se acerca mais aos gigantes emergentes como China, Brasil e Indonésia ou outras regiões jovens como a América Latina e África. Quanto às alianças, Hagel assegurou que é preciso seguir trabalhando na luta contra o terrorismo em um mundo em transformação, ao mesmo tempo em que lembrou que a Aliança Atlântica (Otan) será mais "essencial agora do que nunca". Hagel destacou como ameaças do futuro não só Estados como o Irã ou Coreia do Norte, mas os desastres naturais, as pandemias e atores não nacionais como as redes criminosas e terroristas em um mundo que "cada vez muda mais rápido". "Apesar destes desafios não serem somente responsabilidade dos EUA (...), nenhuma outra nação no mundo tem a vontade, o poder, a capacidade e a rede de alianças" que tem Washington, indicou Hagel, que advertiu sobre o erro de cair na "falsa ideia" de que a primeira economia mundial está em decadência. "Cometemos erros e continuaremos cometendo, mas não podemos deixar que o medo nos intimide em nossa disposição e na tomada de decisões", disse o chefe do Pentágono. EFE jmr/ff











