EUA e Rússia tentam diminuir tensão e concordam em mediar solução para Síria
Internacional|Do R7
Lucía Leal. Washington, 9 ago (EFE).- Estados Unidos e Rússia tentaram deixar de lado as tensões em torno do cancelamento nesta sexta-feira da cúpula bilateral entre seus presidentes em uma pragmática reunião ministerial, na qual concordaram em dar um novo impulso à conferência de Genebra para alcançar uma solução política na Síria. Os titulares de Relações Exteriores e Defesa dos EUA, John Kerry e Chuck Hagel, receberam hoje os representantes russos, Sergei Lavrov e Serguei Shoigu, dois dias depois de o presidente americano, Barack Obama, anunciar que não se reunirá com o líder russo, Vladimir Putin, em setembro, como estava previsto. O principal acordo da reunião, definida como "pragmática" pelos EUA e "construtiva" pela Rússia, foi o de convocar uma conferência em Genebra "o mais rápido possível", revelou a jornalistas uma fonte diplomática americana. Lavrov foi mais concreto e afirmou a jornalistas que os ministros marcaram outra reunião no final deste mês para preparar a conferência de Genebra entre o regime sírio e a oposição, informou a filial americana do canal "Al Jazeera". Desde que decidiram, em maio, impulsionar uma segunda conferência para pôr fim ao conflito na Síria, EUA e Rússia tentaram em vão formar uma lista de assistentes do governo de Bashar al Assad e da oposição, procurando convencê-los a formar um governo de transição com membros dos dois lados. Antes da reunião de hoje, Kerry ressaltou que, apesar das diferenças com Lavrov em torno "da responsabilidade pelos massacres na Síria, ambos concordam que tem que haver uma solução política e a conferência de Genebra é um passo nessa direção". No começo de seu encontro bilateral com Lavrov, Kerry expressou sua "decepção" pela concessão de asilo temporário na Rússia ao ex-técnico da CIA, Edward Snowden, acusado de espionagem pelos EUA, mas não insistiu nisso porque o assunto "já é tratado por meio dos canais de comunicação entre os responsáveis de Justiça", segundo a fonte americana. Lavrov assegurou também que o caso de Snowden "não ofuscou" nenhuma das reuniões do dia, apesar de o tema ter renovado as tensões bilaterais já existentes entre os países. EFE llb/cd/rsd (foto)












