EUA eliminam referência a terrorismo em documento sobre ataque em Benghazi
Internacional|Do R7
Washington, 10 mai (EFE).- O Departamento de Estado ordenou a eliminação das referências ao terrorismo de um documento elaborado pela CIA (agência de inteligência americana) com os pontos relevantes sobre o ataque ao consulado dos Estados Unidos em Benghazi (Líbia) do dia 11 de setembro de 2012, segundo revelou nesta sexta-feira o canal "ABC". Esse documento foi usado pela embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, em vários programas de televisão nos quais atribuiu a protestos espontâneos contra um vídeo antimuçulmano o ataque, no qual morreram o embaixador americano na Líbia, Chris Stevens, e outros três cidadãos. Segundo a informação da "ABC", que revisou vários e-mails entre funcionários da Casa Branca, a então porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, pediu à CIA que retirasse do documento as referências ao grupo terrorista Ansar al Sharia, filiado à Al Qaeda. Nuland pediu, além disso, que fossem retiradas as alusões às ameaças terroristas em Benghazi produzidas meses antes do ataque. Segundo mostram os e-mails, Nuland argumentou aos funcionários da Casa Branca que essas referências "poderiam servir aos membros do Congresso para golpear o Departamento de Estado por não prestar atenção nas advertências". As revelações da "ABC" contradizem o dito anteriormente pela Casa Branca, que sempre defendeu que o documento usado pela embaixadora Rice foi elaborado pela CIA e nele só foram introduzidas mudanças estilísticas, e não de conteúdo. Após o relatório da "ABC", o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, se reuniu em particular com vários dos repórteres que cobrem habitualmente a informação relacionada com Obama para falar a respeito. Alguns republicanos acreditam que o governo de Barack Obama mentiu sobre quem estava por trás do ataque ao consulado por motivos políticos, já que aconteceu menos de dois meses antes das eleições presidenciais de 6 de novembro. O presidente da Câmara dos Representantes do Congresso, o republicano John Boehner, pediu ontem a Obama que publique os e-mails do Departamento de Estado relacionados com o ataque em Benghazi. Três testemunhas do ataque ao consulado questionaram na quarta-feira passada em uma audiência perante o Congresso a atuação do governo de Obama uma vez que foi informado da situação. EFE mb/rsd











