EUA: Ex-deputada baleada em tiroteio busca votos a favor do controle de armas
Internacional|Do R7
Washington, 14 out (EFE).- A ex-congressista democrata Gabrielle Giffords, gravemente ferida em um tiroteio em Tucson, no Arizona, em janeiro de 2011, começou nesta terça-feira uma tour para tentar transformar o controle de armas em uma questão-chave para os americanos que votarem nas eleições legislativas de novembro. Giffords percorrerá nove estados americanos em oito dias dentro do que chamou de "tour para proteger todas as mulheres", em que pedirá o endurecimento das leis estaduais e federais para que protejam melhor os americanos da violência gerada pelas armas, com ênfase especial no impacto que têm nas mulheres. "O número de mulheres que morrem por violência armada se tornou uma vergonha nacional", explicou Giffords em comunicado. "Os líderes de todo o país, republicanos e democratas, devem se unir para ajudar as mulheres a estarem mais a salvo da violência armada. É hora de atuar. Há vidas de mulheres em jogo", acrescentou a ex-congressista, que tem dificuldades para falar e andar como seqüela do disparo que recebeu na cabeça. Semanas depois do massacre de dezembro de 2012 na escola de Newtown (Connecticut), onde 20 crianças e seis mulheres foram assassinados, Giffords lançou seu próprio grupo de ação política, "Americans for Responsible Solutions" ("Americanos a favor de soluções responsáveis"). Esse grupo, focado em centralizar as campanhas de candidatos ao Congresso a favor de um maior controle de armas, arrecadou mais de US$ 17,5 milhões para as campanhas das eleições de 4 de novembro. Seu objetivo é arrecadar pelo menos US$ 20 milhões, a mesma quantia gasta nas eleições presidenciais e legislativas de 2012 pela Associação Nacional da Espingarda (NRA), o poderoso grupo que defende o direito ao porte de armas e que frustrou a legislação para o controle de armas no Congresso. Segundo o grupo criado por Giffords, as mulheres nos EUA têm 11 vezes mais chances de serem assassinadas com uma arma do que as que vivem em outros países desenvolvidos, e as que sofrem abusos domésticos têm cinco vezes mais risco de serem assassinadas se quem as agride têm acesso a uma arma. A viagem de Giffords começou hoje com um ato no Maine e continuará por Arizona, Connecticut, Iowa, Minnesota, New Hampshire, Oregon, Pensilvânia, e o estado de Washington, até 22 de outubro. O presidente dos EUA, Barack Obama, disse em junho que sua maior frustração no cargo é o fracasso na hora de endurecer as leis de controle de armas. Obama opinou que até que "haja uma mudança fundamental na opinião pública em que as pessoas digam: 'Basta, isto não é aceitável', não há muito que mudará". EFE llb/cd













