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EUA impõem sanções contra Nicolás Maduro

Eleição da Assembleia Constituinte estaria "minando a democracia" 

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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Países das Américas, assim como União Europeia, criticaram a criação da Assembleia
Países das Américas, assim como União Europeia, criticaram a criação da Assembleia

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs sanções contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, nesta segunda-feira (31) por minar a democracia, em resposta à eleição de domingo para uma Assembleia Constituinte.

De acordo com fontes do Congresso e uma pessoa familiarizada com o assunto, não haveria nenhuma sanção relacionada ao petróleo, mas essas medidas continuam a ser consideradas.


As medidas foram aprovadas pelo governo de Donald Trump e congelam os ativos de Maduro que estiverem sob jurisdição norte-americana. Além disso, proíbem qualquer cidadão dos EUA de fazer negócios com o mandatário venezuelano.

"A votação ilegítima [da Constituinte] confirma que Maduro é um ditador que não respeita a vontade de seu povo. Com as sanções contra Maduro, os Estados Unidos reiteram sua oposição às políticas de seu regime e o próprio apoio ao povo da Venezuela", diz um comunicado do Departamento do Tesouro.


Até então, as sanções de Washington haviam atingido apenas expoentes do regime chavista, como o ministro do Interior Néstor Reverol, e dirigentes de estatais, incluindo o vice-presidente de finanças da petrolífera Pdvsa, Simón Zerpa Delgado.

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Mais cedo, Maduro comemorou a eleição da Assembleia Constituinte e zombou das críticas dos Estados Unidos de que a votação foi uma afronta à democracia.


Ao menos dez pessoas foram mortas durante protestos realizados no domingo (30) por opositores do impopular presidente de esquerda venezuelano, que insiste que a nova Assembleia irá trazer paz depois de quatro meses de manifestações que deixaram mais de 120 mortos.

Países de toda as Américas, assim como União Europeia, criticaram a criação da Assembleia, que terá o poder de reescrever a Constituição.

Os EUA, principal mercado para o petróleo do país-membro da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), classificaram a votação como uma fraude, e autoridades de Washington disseram estar preparando sanções contra o setor de petróleo venezuelano.

"Um porta-voz do imperador Donald Trump disse que eles não reconhecerão os resultados da eleição da Assembleia Constituinte da Venezuela", disse Maduro a uma plateia de apoiadores entusiasmados após a conclusão do pleito.

"Por que diabos deveríamos nos importar com o que Trump diz?", acrescentou. "Nós nos importamos com o que o povo soberano da Venezuela diz".

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