EUA incluem rebelde malinense em sua lista negra
Internacional|Do R7
Os Estados Unidos incluíram esta terça-feira, em sua lista negra antiterrorista, o líder de uma comunidade tuaregue e líder de um grupo rebelde do Mali pelos estreitos vínculos com a rede al Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI).
Iyad ag Ghali, chefe do Ansar al Dine, entrou na lista de terrorismo global do Departamento de Estado, razão pela qual seus bens nos Estados Unidos foram congelados e os americanos têm proibido realizar transações com ele.
"Iyad ag Ghalid é o líder de Ansar al Dine, uma organização ativa no Mali que coopera estreitamente com a Al Qaeda no Magreb Islâmico", explicou o Departamento em um comunicado.
O malinense fundou o grupo rebelde "por suas ideias extremistas", acrescentou.
Os Estados Unidos acusam o líder desta organização de ter recebido o apoio do AQMI durante os ataques às cidades de Aguelhoc, Tessalit, Kidal, Gao e Timbuktu entre janeiro e abril de 2012.
Segundo o comunicado, os membros de Ansar al Dine atacaram, torturaram e exigiram a cobrança de impostos aos cidadãos malinenses que não obedeciam as leis impostas por eles antes da intervenção das tropas francesas na região em janeiro de 2013.
Ag Ghalid pegou em armas em 1990 durante uma revolta tuaregue contra Mali. Após alcançar os acordos de paz de 1992, se ergueu como principal negociador da comunidade tuaregue com o presidente malinense. Em 2006 dirigiu os ataques rebeldes contra os postos militares na região de Kidal, a 1.500 km de Bamako. Também faz parte da lista negra do comitê de sanções da ONU contra a Al Qaeda.
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