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EUA não descartam ação recíproca após expulsão de adido em Caracas

Internacional|Do R7

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Washington, 6 mar (EFE).- O governo dos Estados Unidos não descarta a possibilidade de responder com uma ação recíproca à expulsão de seu adido militar e seu assistente da embaixada em Caracas, informou nesta quarta-feira a jornalistas um alto funcionário americano. "É algo que estamos revendo atualmente. Obviamente, é nosso direito tomar essa atitude (recíproca) portanto não descartamos nada", disse o funcionário, que pediu para manter o anonimato, em resposta à pergunta sobre a possibilidade de os EUA cogitarem tomar medidas como a expulsão de funcionários venezuelanos de Washington. O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou ontem a expulsão dos dois membros americanos da embaixada dos Estados Unidos por "propor projetos desestabilizantes" a militares venezuelanos, o que o Departamento de Estado e o Pentágono rejeitaram categoricamente. O funcionário não deu mais detalhes sobre o tipo de ação que os EUA estão avaliando, mas considerou que as acusações de Maduro foram "degradantes" e lamentou que tenham ocorrido no momento em que o país tenta construir uma relação "positiva" com a Venezuela. "Somos otimistas e pensamos que poderemos ter uma relação mais funcional com a Venezuela no futuro, mas claramente a entrevista coletiva de ontem não foi um bom sinal nesse sentido; nos decepcionou", assegurou o funcionário do Departamento de Estado. Segundo a fonte, não houve contatos entre o Departamento de Estado e Maduro desde o final de novembro, quando a secretária de Estado para a América Latina, Roberta Jacobson, conversou por telefone com ele, embora desde então tenha havido "um par de contatos" bilaterais entre outros funcionários. Os contatos buscavam traçar um plano para normalizar as relações diplomáticas entre os países, estremecidas pela retirada mútua dos embaixadores em 2010, mas "realmente não foram muito longe", reconheceu o funcionário. "Apresentamos o que achamos que seria um bom plano para começar esse processo e, francamente, não conseguimos muita resposta", assinalou. "E não temos certeza de se o governo da Venezuela seguia querendo continuar com esse processo quando ocorreu (a expulsão dos dois funcionários em Caracas) ontem", acrescentou. EFE llb/rsd

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