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EUA opinam que declaração de independência da Crimeia é inconstitucional

Internacional|Do R7

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Washington, 11 mar (EFE).- Os Estados Unidos consideraram nesta terça-feira que a declaração de independência aprovada pelo Parlamento da república autônoma da Crimeia não condiz com a Constituição da Ucrânia e advertiu à Rússia que suas ações dificultam uma solução diplomática para crise. "Pelo que sabemos, a declaração de independência (aprovada hoje) não cumpre com a Constituição ucraniana", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, em entrevista coletiva. O secretário de Estado americano, John Kerry, conversou hoje com o titular russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, e lhe "reiterou sua opinião de que o referendo" programado para o próximo domingo na Crimeia "não cumpriria a Constituição ucraniana", o que também pode se aplicar à declaração de independência, segundo Psaki. "Qualquer conversa sobre o futuro da Crimeia precisa acontecer com o novo governo (interino) da Ucrânia na mesa", indicou a porta-voz. Os EUA receberam na segunda-feira à noite as respostas da Rússia a uma série de condições propostas por Kerry para a resolução diplomática da crise, entre as quais está a entrada de observadores internacionais na Crimeia. As respostas "foram em sua maioria posições que o secretário de Estado já havia ouvido do ministro das Relações Exteriores Lavrov em suas conversas de na semana passada em Paris e Roma", afirmou Psaki. "Kerry deixou claro no telefonema desta manhã que mais passos que suponham uma escalada farão com que a possibilidade de diplomacia seja mais difícil", acrescentou a porta-voz. O chefe da diplomacia americana considerou "inaceitável que as forças russas e as irregulares continuem em ação" no território na Crimeia e assegurou que quer seguir conversando com Lavrov provavelmente nesta mesma semana. "Mas para isso o ambiente tem que ser o correto, e o objetivo deve ser proteger a imunidade e a soberania da Ucrânia. E isso não é o que vimos nas respostas que recebemos (da Rússia)", disse Psaki. Rússia classificou como de "acordo com a lei" a declaração de independência crimeana e reiterou que respeitará o resultado do referendo do domingo, algo que os Estados Unidos insistiu em que não fará. "O que a Rússia precisa saber é que os Estados Unidos e outros membros da comunidade internacional não reconhecerão (o referendo)", insistiu Psaki. EFE llb/tr

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