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EUA podem reforçar rebeldes sírios se Assad não dialogar

Internacional|Do R7

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Por Arshad Mohammed e Erika Solomon

AMÃ/BEIRUTE, 22 Mai (Reuters) - Os Estados Unidos ameaçaram nesta quarta-feira ampliar o apoio aos rebeldes sírios se o presidente da Síria, Bashar al-Assad, se recusar a discutir um fim político para uma guerra civil que já começa a transbordar suas fronteiras.


Os rebeldes pediram reforços contra uma "invasão" da guerrilha libanesa Hezbollah e dos seus apoiadores iranianos, dias depois de as forças de Assad lançarem uma ofensiva contra uma cidade estratégica, no que pode ser um ponto de inflexão do conflito.

A disputa pela cidade de Qusair marca o momento mais violento em vários meses numa guerra que já matou mais de 80 mil pessoas. Diante disso, os EUA e a Rússia tentam retomar os esforços diplomáticos para encerrar o conflito.


O secretário norte-americano de Estado, John Kerry, disse que milhares de combatentes do Hezbollah estão participando do conflito, com ativo apoio iraniano no terreno.

Forças leais a Assad fizeram avanços nos últimos dias, mas foram "muito temporários", disse Kerry em entrevista coletiva em Amã, antes de uma reunião do grupo de "Amigos da Síria", composto por governos regionais e ocidentais alinhados contra Assad.


"Ainda na semana passada, o Hezbollah obviamente interveio de forma muitíssimo significativa", disse Kerry. "Há milhares de milicianos do Hezbollah no terreno na Síria que estão contribuindo com essa violência, e condenamos isso."

Na reunião na Jordânia, Kerry espera obter apoio de governos europeus e árabes para a nova iniciativa de paz proposta em conjunto com a Rússia e com previsão de acontecer em Genebra dentro de algumas semanas.


Os EUA e a União Europeia até agora rejeitam a hipótese de armar os rebeldes diretamente, mas já ofereceram apoio "não-letal", ao passo que países árabes como Catar e Arábia Saudita fornecem armas aos rebeldes.

A Rússia e o Irã abastecem Assad, mas os países ocidentais contrabalançam sua aversão a Assad com o temor de que armas dadas aos rebeldes acabem nas mãos de militantes islâmicos ligados à Al Qaeda.

A proposta russo-americana de conferência de paz gerou suspeitas entre países árabes, temerosos de que Washington esteja abrandando seu apoio aos adversários de Assad, que durante meses se negaram a participar de qualquer conferência que não tivesse como pré-condição a renúncia do presidente.

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