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EUA vetam investigação sobre violência em Gaza na ONU

Membros do Conselho defende que a situação de Jerusalém — cidade que motivou o conflito — só pode ser resolvida com um Acordo de Paz

Internacional|Beatriz Sanz, do R7, com agências internacionais

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Nikki Haley apoiou Israel
Nikki Haley apoiou Israel

O documento que pedia uma "investigação independente e transparente" e demonstrava "indignação e tristeza pela morte de civis palestinos que exercem seu direito ao protesto pacífico" foi rejeitado no Conselho de Segurança da ONU nesta terça-feira (15), após um veto dos Estados Unidos.

A reunião de emergência do Conselho aconteceu após as 61 mortes dos últimos 2 dias em Gaza. É o maior número de mortos na região desde 2014. O documento tinha sido apresentado pelo Kuwait.


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Essa não é a primeira vez que os Estados Unidos utilizam seu poder de veto no Conselho para proteger Israel, mas chamou a atenção essa atitude após tantas mortes.

Na última segunda-feira (14), a Casa Branca já havia responsabilizado o Hamas, assim como o embaixador de Israel no Conselho de Segurança, Danny Danon. Nesta terça-feira (15), a embaixadora dos Estados Unidos, Nikki Haley, defendeu a postura de Israel em seu discurso.


A França condenou a violência de Israel contra os manifestantes e o presidente do país, Emmanuel Macron disse que entraria em contato com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

Segundo o The Telegraph, não ficou claro se outros países também rejeitaram a investigação.

Grande parte dos membros do Conselho defende que a situação de Jerusalém — cidade que motivou o conflito — só pode ser resolvida com um Acordo de Paz e que a instalação na embaixada norte-americana no território prejudica qualquer tentativa de acordo.

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