Eurocâmara apoia discriminação positiva para mulheres em empresas
Internacional|Do R7
Estrasburgo (França), 20 nov (EFE).- O plenário do Parlamento Europeu apoiou nesta quarta-feira a contratação prioritária de mulheres para o conselho de administração de uma empresa quando seus méritos forem iguais aos de um candidato homem. Os eurodeputados apoiaram a iniciativa destinada a melhorar o equilíbrio de gênero nas empresas e que estabelece como principal objetivo, embora não obrigatório, que se alcance uma cota de 40% de mulheres em postos de direção. Os 28 membros da UE deverão fomentar que na seleção destes postos "se dê prioridade ao candidato do gênero menos representado se tiver a mesma qualificação que um candidato do outro gênero em termos de adequação, competência e rendimento profissional". Apesar de se estabelecer que deverá ser feita uma exceção no caso de "uma avaliação objetiva, que leve em conta todos os critérios relativos à pessoa dos candidatos, incline a balança em favor de um candidato do outro gênero". Essa direção, do Parlamento e do Conselho, deixa nas mãos dos Estados-membros concretizar a consecução dos objetivos e as sanções em caso de descumprimento e rebaixamento a proposta inicial mais ambiciosa do vice-presidente da Comissão Europeia (CE) e titular de Justiça, Viviane Reding, que queria cotas obrigatórias frente a 2020. As empresas que não cumprirem a meta deverão informar às autoridades os motivos e uma descrição das medidas que a empresa tomou ou tem intenção de tomar no futuro para cumprir compromissos. Se uma empresa persistir no descumprimento de suas obrigações, os governos deverão estabelecer quais são as sanções aplicáveis, que poderiam ir de multas administrativas até a nulidade da nomeação realizada sem seguir as indicações da norma europeia. Os eurodeputados denunciam que a subutilização das competências das mulheres altamente qualificadas "constitui uma perda de potencial do crescimento econômico" e que as práticas inadequadas de contratação para postos nos conselhos "contribuem para perpetuar a seleção de membros com características similares". Após o sinal verde formal do plenário, a direção ainda precisa do sinal verde do Conselho (os governos nacionais da UE). EFE lmi/tr-rsd













