Ex-governador da Flórida, Jeb Bush critica encontro entre Obama e Castro no Panamá
Em seu Twitter, Bush fala sobre negativa de Obama em se encontrar com Netanyahu
Internacional|Do R7

O ex-governador da Flórida Jeb Bush criticou neste sábado (11) o fato de o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ter apertado a mão de Raúl Castro na Cúpula das Américas e classificou o líder de Cuba como "cruel ditador".
Em sua conta no Twitter, Bush opinou. "Obama se reúne com Castro, mas se negou a encontrar (Benjamin) Netanyahu. Por que legitimar um cruel ditador de um regime repressivo?".
O ex-governador e possível candidato à indicação republicana para as eleições de 2016 se referiu assim à recusa de Obama de se reunir com o primeiro-ministro israelense no início de março, quando a convite unilateral dos republicanos do Congresso discursou para os legisladores a poucas semanas das eleições em Israel, nas quais foi reeleito.
Na cerimônia de abertura da cúpula, inaugurada na sexta-feira (10) com a presença de 34 líderes do continente, Obama e Castro se cumprimentaram com um aperto de mão, sem uma "conversa substancial", conforme explicou a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Bernadette Meehan. No entanto, espera-se que ambos os líderes façam uma reunião neste sábado, encontro que será histórico após mais de 50 anos sem relações entre EUA e Cuba.
Em dezembro de 2014, Obama e Castro anunciaram um acordo para normalizar as relações que foi classificado como histórico. "Antecipamos que (Obama e Castro) terão um diálogo amanhã (neste sáabdo) na Cúpula", disse o assessor adjunto de Segurança Nacional da Casa Branca, Ben Rhodes, que esclareceu que não se trata de um encontro formal.
Barack Obama e Raúl Castro se cumprimentam em encontro histórico na Cúpula das Américas
Barack Obama conversou com Raúl Castro por telefone na quarta-feira
Ainda não foram divulgados o horário e os assuntos a serem abordados na conversa.
Assim como Bush, a congressista republicana pela Flórida Ileana Ros-Lehtinen também repudiou o aperto de mãos entre Obama e Castro. "O aperto de mãos entre Obama e Castro mostra que a Administração apertará a mão ensanguentada de um tirano. Legitimar o regime dói aos ativistas pró-democracia cubanos", argumentou a legisladora nas redes sociais.













