Ex-governador é impedido de exercer cargos públicos por 10 anos na Venezuela
Internacional|Do R7
Caracas, 18 jul (EFE).- A aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) informou neste sábado que o ex-governador do estado de Zulia (2008-2012), Pablo Pérez, recebeu uma notificação da Controladoria Geral da Venezuela, que informou de sua inabilitação para exercer cargos públicos por 10 anos. Na conta da coalizão no Twitter foi publicado o documento que indica que a Pérez se "impôs a sanção de inabilitação para o exercício de funções públicas por um período de 10 anos, a partir da notificação da resolução". O opositor foi punido, segundo o texto, em conformidade com o artigo 105 de Lei orgânica da Controladoria e do sistema nacional de controle fiscal. "O governo e o Psuv (Partido Socialista Unido da Venezuela) me desabilitaram por 10 anos, outra sanha contra a dissidência democrática", afirmou Pérez em sua conta no Twitter. Além do ex-governador, a Controladoria Geral notificou nos últimos dias esta sanção, baseando-se em diferentes acusações, à ex-deputada María Corina Machado e os ex-prefeitos Vincenzo Scarano e Daniel Ceballos. Os três, eleitos pela MUD candidatos a deputados nas eleições à Assembleia Nacional (AN, unicameral) em 6 de dezembro, foram inabilitados. O partido Un Nuevo Tiempo, de Pérez, afirmou que "o regime de (o presidente da Venezuela, Nicolás) Maduro desabilitando os líderes da Unidade, não evitará a derrota em #6D". Freddy Guevara, coordenador nacional encarregado do partido Vontade Popular, do qual Ceballos faz parte, indicou através do Twitter que "buscam uma ilegalização de fato da oposição". "Agora também querem inabilitar @PabloPerezOf Estamos contigo irmão!", continuou. Apesar das sanções o secretário-executivo da MUD, Jesús Torrealba, garantiu ontem que a coalizão "vai inscrever completamente seus candidatos" às legislativas e anunciou atividades de apoio aos notificados na semana que vem. Informou ainda que a aliança enviará "comissões de altíssimo nível" para denunciar na Organização de estados Americanos (OEA), na União de Nações Sul-americanas (Unasul) e na União Europeia estas inabilitações.EFE aa/cd













