Ex-premier reivindica vitória em eleições paquistanesas
Se eleito, o ex-premier do Paquistão Nawaz Sharif terá um terceiro mandato histórico
Internacional|Do R7
O ex-premier do Paquistão Nawaz Sharif reivindicou, neste sábado (11), a vitória de seu partido nas eleições legislativas, que o habilita a formar o próximo governo como primeiro-ministro, em um terceiro mandato histórico.
Segundo projeções dos canais de TV, a Liga Muçulmana (PML-N), de Sharif, teve uma ampla vantagem sobre os principais rivais: o Movimento pela Justiça (PTI, do ex-astro do críquete Imran Khan) e o Partido do Povo Paquistanês (PPP, da família Bhutto).
O partido de Khan, que prometia acabar com a corrupção, reconheceu a derrota, mas afirmou que, segundo os resultados, irá liderar o próximo governo provincial no noroeste do país.
Leia mais notícias de Internacional
A ascensão de Sharif pela terceira vez ao cargo de primeiro-ministro representa um fato inédito no Paquistão. Ele ocupou o cargo entre 1990 e 1993, até ser derrubado por corrupção, e entre 1997 e 1999, quando foi deposto por um golpe militar.
Segundo a comissão eleitoral, a participação nas eleições foi "próxima de 60%", a mais alta desde 1977. Nas últimas eleições, em 2008, o índice foi de 44%.
Mais de 86 milhões de pessoas estavam habilitadas a votar para escolher 342 deputados e representantes em quatro assembleias provinciais.
As eleições de hoje foram históricas, já que permitirão que um governo civil passe o poder a outro depois de um mandato de cinco anos, algo inédito no país, criado em 1947 e com uma história marcada por golpes de Estado.
Mais de 130 pessoas morreram durante a campanha eleitoral, considerada por observadores a mais sangrenta da história do país, com episódios violentos reivindicados, em grande parte, pelo Movimento dos Talibãs do Paquistão (TTP), contrário ao processo democrático, que considera "não islâmico".
O TTP havia anunciado ataques para o dia da votação, protegido por mais de 600.000 membros das forças de segurança. No entanto, os ataques tiveram uma dimensão limitada neste sábado, embora tenham deixado 22 mortos. O comerciante de Peshawar Suhail Ahmad disse que o país vive, há anos, com medo de ameças terriristas.
— Hoje, decidimos acabar, de uma vez por todas, com esse clima de medo.
Sharif e Khan apoiaram a ideia de dialogar com o talibã para tentar pôr fim à violência, e criticaram os disparos de drones americanos contra islamitas no noroeste do Paquistão. Mas nenhum deles explicou como faria para obter a paz sem incomodar Washington, principal sócio do país.














