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Ex-presidente do Equador, Correa concorrerá a vice em 2021

Candidato a presidente pelo Revolução Cidadã nas eleições será Andrés Arauz. Partido é membro da aliança de esquerda União pela Esperança

Internacional|Da EFE

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No período em que esta foto foi tirada, Correa era presidente do Equador
No período em que esta foto foi tirada, Correa era presidente do Equador

Ex-presidente do Equador entre 2007 e 2017, Rafael Correa concorrerá a vice nas eleições de 2021 pela chapa do movimento Revolução Cidadã (CR).

A decisão foi confirmada nesta segunda-feira à Agência EFE pelo assessor de comunicação do ex-presidente, Amauri Chamorro.


O candidato a presidente pelo Revolução Cidadã nas eleições será Andrés Arauz. A fórmula é semelhante à seguida no ano passado na Argentina pela ex-presidente Cristina Kirchner, que agora é vice de Alberto Fernández.

Chamorro afirmou que a decisão da liderança do movimento é "oficial", embora ainda não tenha sido anunciada.


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A União pela Esperança, aliança de esquerda da qual o RC é membro e pela qual Arauz e Correa participariam das eleições, convocou uma entrevista coletiva por teleconferência para esta terça-feira (18), na qual as candidaturas devem ser ratificadas.

A nomeação de Correa, que vive na Bélgica desde 2017, era esperada há algum tempo por seus apoiadores mais próximos, que estavam tentando encontrar o candidato ideal para completar a chapa.


Arauz, de 35 anos, especialista em economia pública, atuou brevemente como ministro da Cultura no final do último mandato de Correa e está atualmente na Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) concluindo doutorado em Sistemas Internacionais de Pagamento.

Condenação por corrupção

A candidatura de Correa também estava pendente do desenvolvimento judicial do caso "Subornos 2012-2016", no qual ele foi considerado culpado em primeira e segunda instâncias.


O caso refere-se a uma suposta rede de corrupção através da qual propinas teriam sido recebidas no palácio presidencial para o financiamento irregular do movimento governista Alianza País, em troca da concessão de contratos públicos milionários a empresas.

A defesa do ex-presidente equatoriano entrou com um recurso na Corte Nacional de Justiça (CNJ) no último dia 7 contra a sentença de oito anos de prisão que ele recebeu.

Conforme explicou Chamorro, a candidatura de Correa bloquearia temporariamente o processo judicial, já que os candidatos contam com imunidade, de modo que não haveria tempo para uma condenação final.

Ainda de acordo com o assessor, a candidatura de Correa será formalizada por procuração através do Consulado do Equador na Bélgica.

A possibilidade de concorrer a vice vinha sendo cogitada por Correa há mais de dois anos, devido à impossibilidade de que ele disputasse a reeleição à presidência, após um referendo realizado em 2018 o proibir.

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