Ex-presidente ucraniano pede "roteiro" para superar a crise
Internacional|Do R7
Kiev, 29 jan (EFE).- O ex-presidente ucraniano Leonid Kravchuk pediu nesta quarta-feira a todas as forças políticas do país a elaborarem um "roteiro" para tirar a Ucrânia da crise que a mantém "à beira da guerra civil". "A situação é dramática. O país está à beira da guerra civil", disse Kravchuk, o primeiro presidente da Ucrânia independente, em um discurso na sessão extraordinária que realiza hoje a Rada Suprema, o Parlamento unicameral ucraniano. O ex-presidente acrescentou que "é preciso parar o processo de destruição do país", separar os grupos em conflito e dizer aos ucranianos que há um plano para sair da crise. Kravchuk ressaltou que tanto os opositores quanto os governistas devem entender que nesta luta não pode haver vencedores. "Se a maioria parlamentar passar à oposição nada de bom sairá disso. O mesmo ocorrerá se os opositores insistirem em dar um ultimato", advertiu. O ex-presidente fez uma convocação a superar as desconfianças, já que - ressaltou - "a Ucrânia é mais importante que as ambições dos políticos". "Aqui não têm voz nem Estados Unidos nem Rússia, aqui fala a Ucrânia", disse Kravchuk ao expressar sua rejeição a uma mediação estrangeira nos problemas do país. Acrescentou que opositores e governistas devem acordar com urgência um "roteiro" que apresentar aos ucranianos e ofereceu que ele e o também ex-presidente Leonid Kuchma, presente na sala, podem atuar como fiadores do cumprimento dos acordos. Fez uma convocação aos deputados a aprovar de maneira consolidada a lei de anistia aos participantes dos recentes distúrbios na capital ucraniana e outras cidades do país. Setores do governista Partido da Regiões consideram que a lei de anistia deve ser aprovada só quando os manifestantes suspenderem as barricadas no centro de Kiev, o que poderia complicar sua tramitação na Rada. Após o discurso de Kravchuk, o presidente do Parlamento, Vladimir Ribak, decretou um recesso, até as 14h locais (10h de Brasília), para pactuar as posturas dos grupos parlamentares sobre a lei de anistia. EFE bk-bsi/tr











