Ex-senadora Piedad Córdoba lidera última delegação de vítimas colombianas
Internacional|Do R7
Bogotá, 15 dez (EFE).- A quinta e última delegação de vítimas do conflito armado colombiano partiu nesta segunda-feira para Havana, em Cuba, liderada pela ex-senadora Piedad Córdoba para ser escutada nos diálogos de paz que o governo e as Farc mantêm há dois anos. Seis homens e seis mulheres, entre os quais estão defensores dos direitos humanos e familiares, políticos, um sindicalista e, pela primeira vez, um membro do setor empresarial. O diretor do Escritório da ONU na Colômbia, Fabrizio Hochschild, afirmou que Córdoba "sofreu ameaças de morte e ataques graves a sua dignidade como pessoa", além de tentativas de assassinato, sequestro e exílio. Nesse sentido, declarou que os responsáveis pela escolha deste grupo de vítimas, a Universidade Nacional, a Conferência Episcopal e o escritório da ONU na Colômbia, entenderam que Córdoba "é um personagem político e que muitos não compartilham" de suas ideias. "Mas ao mesmo tempo pensamos que por não compartilhar sua visão política não se pode desconhecer os fatos vitimizantes que sofreu em sua vida", acrescentou. Córdoba, quem foi sequestrada pelos paramilitares em 1999 e libertada neste mesmo ano, lidera o movimento Colombianos e Colombianas pela Paz. A política, que foi mediadora na libertação de dezenas de sequestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) durante o governo de Álvaro Uribe (2002-2010), foi destituída no ano 2010 e inabilitada por 18 anos pelo procurador-geral da Colômbia, Alejandro Ordoñez, justamente por ter contatos com a guerrilha. Além disso, faz parte do grupo um representante do setor acadêmico, Magda Correa de Andreis, irmã de Alfredo Correa de Andreis, assassinado por paramilitares com a cumplicidade de agentes do Estado, e que viaja "em memória de tantos docentes que foram vítimas do conflito", segundo explicou Hochschild. Correa de Andreis trabalhava em uma investigação sobre deslocados nos departamentos de Bolívar e Atlantico quando foi assassinado no ano de 2004. A viagem da delegação acontece após a suspensão das negociações em 17 de novembro, depois do sequestro do general Rubén Darío Alzate, do cabo Jorge Rodríguez e da advogada Gloria Urrego no departamento de Chocó. Após a libertação do general, em 30 de novembro, o presidente Juan Manuel Santos tomou a decisão de retomar os diálogos. EFE gdl/dk (foto) (vídeo)













