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Exército afirma que declaração de Sisi sobre presidência do Egito foi mal interpretada

Segundo jornal do Kuait, o marechal teria anunciado seu desejo de governar o país

Internacional|Do R7

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Al Sisi comanda o Egito provisoriamente e deverá concorrer ao cargo de presidente
Al Sisi comanda o Egito provisoriamente e deverá concorrer ao cargo de presidente

O Exército egípcio afirmou nesta quinta-feira (6) que um jornal do Kuait interpretou de maneira equivocada as declarações de seu comandante, Abdel Fatah al Sisi, sobre uma candidatura presidencial e destacou que o marechal anunciará sua decisão apenas "ao povo".

O jornal kuaitiano Al Seyasah informa hoje que Sisi declarou em uma entrevista a vontade de ser candidato.


Em um comunicado, o Exército não desmente a possibilidade, mas afirma que o marechal não fez a declaração de forma direta ao jornal.

O jornal cita uma declaração de Sisi, que teria afirmado:


— Não me resta outra opção que responder ao pedido do povo egípcio.

"O pedido [do povo] foi ouvido em todas as partes e não o rejeitarei", teria completado o marechal, segundo o jornal.


Na semana passada, o Exército egípcio pediu ao marechal Sisi, de 59 anos, que dispute a eleição presidencial programada para abril.

Abdel Fatah al Sisi anunciou na televisão em 3 de julho do ano passado a destituição do presidente islamita Mohammed Mursi, o primeiro eleito de forma democrática no Egito e que estava no poder desde meados de 2012.


Desde então, o governo provisório tutelado pelos militares reprime de forma violenta os partidários do presidente deposto.

O novo homem forte do Egito não se cansa de repetir que o golpe militar contra Mursi respondeu à vontade de milhões de manifestantes contrários à política de Mursi, que atualmente enfrenta quatro processos.

Na entrevista ao jornal do Kuait, Sisi pediu ajuda ao povo para "curar o Egito de sua doença crônica, que se agravou nos últimos anos", em referência à Irmandade Muçulmana, a organização de Mursi.

Ainda de acordo com o jornal, o também ministro de Defesa teria afirmado que, se for eleito, promoverá uma aliança entre os países árabes "para efetuar uma guerra comum contra o terrorismo".

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