Logo R7.com
RecordPlus

Exército da Tailândia declara lei marcial para conter protestos

Internacional|Do R7

  • Google News

Bangcoc, 20 mai (EFE).- O chefe do exército tailandês, Prayuth Chan-Ocha, declarou a lei marcial nesta terça-feira (data local) para garantir "a paz e a ordem" devido aos protestos populares nos quais morreram 28 pessoas desde o final do ano passado. Em um anúncio televisado, Prayuth disse que não se trata de um "golpe de Estado" e que o objetivo é evitar a violência entre grupos de manifestantes rivais. O chefe do exército, que assumirá a partir de agora mais poderes para controlar a segurança, ordenou a dissolução do Centro para a Administração de Paz e Ordem, exceto os membros do exército, da marinha e das forças aéreas. Os militares assumirão assim todas as tarefas relacionadas com a segurança, inclusive os interrogatórios de suspeitos e entrega de provas às autoridades judiciais, até agora a cargo do governo interino. Os manifestantes antigovernamentais cancelaram uma passeata devido à declaração da lei marcial. Por sua parte, os seguidores do governo, conhecidos como "camisas vermelhas", anunciaram que continuarão com os protestos em Bangcoc. No início de dezembro, o Executivo da ex-primeira-ministra Yigluck Shinawatra dissolveu o Parlamento e anunciou eleições gerais para fevereiro, que posteriormente foram boicotadas pelos antigovernamentais e o principal partido opositor.O Tribunal Constitucional anulou em março os resultados desses pleitos e há duas semanas forçou a renúncia de Yingluck e nove ministros por um caso de abuso de poder. A ex-primeira-ministra, que também foi acusada de negligência pelo polêmico programa de subsídios para o arroz pela Comissão Anticorrupção, foi substituída por Niwattumrong Boonsongpaisan. Os manifestantes antigovernamentais exigem uma reforma do sistema político, que consideram corrupto, e propõem a criação de um conselho não eleito para que leve a cabo as mudanças antes de realizar novas eleições. A Tailândia vive uma grave crise desde o golpe de Estado que derrubou em 2006 o primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, irmão de Yingluck e a quem seus opositores acusam de dirigir o governo do exílio. EFE grc/rsd

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.