Extrema esquerda francesa defende fim da austeridade com manifestação
Internacional|Do R7
Paris, 5 mai (EFE).- A extrema esquerda francesa, que até então havia se mostrado como uma aliada do presidente François Hollande, exige agora o fim das políticas de austeridade adotada pelo governo com a convocação de uma manifestação para este domingo, a qual deve reunir cerca de 100 mil na capital do país. Liderada pelo ex-candidato presidencial Jean-Luc Mélenchon, a manifestação defende a instauração da VI República para "demonstrar a força" do poder da esquerda no país. Mélenchon, que nos últimos dias elevou o tom contra o Governo, pediu aos manifestantes irem às ruas com uma vassoura, um objeto que, segundo os novos opositores, simboliza a necessidade de uma limpeza na vida política francesa. O líder ultraesquerdista considera os membros do atual governo "incapazes" e também defende uma ruptura das medidas de austeridade impostas por Bruxelas e Berlim. "Temos que demonstrar qual é o poder da esquerda na França", assegurou Mélenchon, que também pretende recuperar a iniciativa das manifestações, que, por sinal, nos últimos meses se resumia aos protestos da direta contra a legalização dos casamentos homossexuais. Desta forma, Mélenchon quer se transformar em uma referência da extrema esquerda, embora as pesquisas tenham mostrado que sua popularidade se encontra estagnada desde as últimas eleições presidenciais de abril, quando obteve 11% dos sufrágios, a mesma porcentagem que obteria agora. O voto de protesto, segundo uma pesquisa publicado pela emissora "iTélé", é monopolizado pela ultradireitista Marine Le Pen, que, dos 6 pontos percentuais registrado nas últimas eleições, aparece como a segunda opção dos franceses ficando atrás somente do ex-presidente Nicolas Sarkozy. Com manifestações como a de hoje, Mélenchon pretende contornar essa situação com respaldo da maior parte dos sindicatos e de outros partidos de esquerda. EFE lmpg/fk











