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F-35: por que venda de caça dos EUA à Turquia preocupa Israel

Retomada de negociações ganhou força após Donald Trump afirmar que pretende retirar as sanções impostas à Ancara

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Uma eventual retomada da venda de caças F-35 dos Estados Unidos para a Turquia voltou a gerar tensão entre aliados.
  • O movimento ganhou força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que pretende retirar as sanções impostas à Turquia.
  • Como parte disso, o republicano também sinalizou que está aberto a negociar novamente a venda dos caças ao governo turco.
  • O governo israelense, no entanto, avalia que a transferência dos caças poderia modificar o equilíbrio militar no Oriente Médio.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O caça F-35 é uma das aeronaves militares mais avançadas em operação | Foto: Rafael Minguet Delgado/Pexels Revista Oeste

Uma eventual retomada da venda de caças F-35 dos Estados Unidos para a Turquia voltou a gerar tensão entre aliados e colocou Washington, Ancara e Israel em lados opostos de uma disputa estratégica. O tema ganhou destaque durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada nesta terça-feira (7), na capital turca.

O movimento ganhou força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que pretende retirar as sanções impostas à Turquia por causa da aquisição do sistema russo de defesa antiaérea S-400. O republicano também sinalizou que está aberto a negociar novamente a venda dos caças ao governo turco.


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A declaração foi bem recebida pelo presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que demonstrou confiança em um acordo. Segundo o líder turco, Trump já havia se comprometido anteriormente a entregar cinco aeronaves ao país.

Apesar da sinalização positiva entre Washington e Ancara, Israel tenta impedir o avanço das negociações. O governo israelense avalia que a transferência dos caças poderia modificar o equilíbrio militar no Oriente Médio.


Como reflexo disso, na segunda-feira (6), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, informou que solicitou ao governo americano que não autorize a venda dos F-35 nem de motores para aeronaves militares à Turquia. Além do atual equilíbrio militar da região, o premiê citou declarações recentes de autoridades turcas contra Israel como um dos motivos para a preocupação.

A Turquia participou do programa internacional do F-35 desde sua criação, contribuindo para a fabricação das aeronaves e planejando incorporar o modelo à sua força aérea. No entanto, a parceria foi interrompida após a compra, em 2019, do sistema russo S-400.


Washington, por sua vez, argumentou que a utilização conjunta do sistema S-400 e dos caças F-35 representava um risco à segurança, já que poderia permitir o acesso da Rússia a informações sensíveis sobre sua tecnologia. Diante disso, a Turquia foi retirada do programa em 2020, passou a ser alvo de sanções e ficou impedida de comprar novos F-35 enquanto mantivesse o equipamento russo.

Desde então, o governo turco contesta a decisão e reivindica uma solução. Entre as alternativas defendidas por Ancara estão a entrega dos caças já pagos, o retorno ao programa de desenvolvimento ou a devolução dos recursos investidos. Com a volta de Trump à Casa Branca, os dois países retomaram as conversas para encerrar o impasse.


O que é o caça F-35?

Considerado um dos caças de combate mais modernos do mundo, o F-35 integra a frota das Forças Armadas dos Estados Unidos e reúne tecnologias avançadas de furtividade, sensores e integração de dados.

A aeronave é capaz de transportar diferentes tipos de armamentos, incluindo mísseis e bombas, além de alcançar velocidades próximas de 2.000 km/h.

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