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Farc defendem direito de tomar reféns e governo alerta para ameaça à paz

Internacional|Do R7

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Bogotá, 30 jan (EFE).- As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) defenderam nesta quarta-feira seu "direito" de fazer "prisioneiros de guerra", anúncio que foi considerado pelo governo da Colômbia como uma ameaça ao processo de paz que está sendo realizado em Havana (Cuba). Amanhã, as duas partes envolvidas no conflito irá retomar os diálogos na capital cubana. Na sexta-feira da semana passada, as Farc sequestraram dois policiais em uma zona rural do sudoeste do país, no município de Pradera (Valle del Cauca). Por meio de seu blog e do Twitter, a organização defendeu seu direito de "capturar" membros das forças de seguranças que tenham se rendido em combate. "Eles se chamam prisioneiros de guerra, e este fenômeno se dá em qualquer conflito que exista no mundo", afirmou o comunicado. Tanto o vice-presidente da Colômbia, Angelino Garzón, como o chefe negociador do governo, Humberto de la Calle, discordaram do uso do termo "prisioneiro de guerra", que segundo o Direito Internacional Humanitário (DIH) só se aplica em conflitos armados internacionais. "As coisas precisam ser chamadas por seu nome, um sequestro é um sequestro, não importa quem seja a vítima", disse com contundência De la Calle na sede da Presidência, a Casa de Nariño, antes de partir rumo à capital cubana com sua equipe. Além disso, para o chefe negociador a prática do "sequestro" é "uma resposta equivocada que atenta contra o processo" de paz e reflete "o contrário do que (a guerrilha) deveria estar fazendo". "Se as Farc não dão rosto às vítimas este processo não tem nenhuma possibilidade", acrescentou De la Calle, ao especificar que o objetivo do diálogo é "terminar o conflito", e que se essa não é a intenção da guerrilha, "que digam de uma vez para não fazer o governo dos colombianos perder tempo". O líder negociador afirmou, além disso, que as Farc "se equivocam se pensam que com ações deste tipo vão obrigar o governo a declarar um cessar-fogo bilateral", pois a posição do presidente Juan Manuel Santos é de que a polícia siga "perseguindo as Farc em todo o território nacional". EFE agp/dk (foto)

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