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Farc põem fim à trégua eleitoral 15 dias após reeleição de Santos

Internacional|Do R7

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Bogotá, 30 jun (EFE).- As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) porão nesta segunda-feira um ponto final à trégua de 15 dias decretada por ocasião do segundo turno das eleições presidenciais durante a qual Juan Manuel Santos foi reeleito. O grupo guerrilheiro declarou este cessar-fogo com o objetivo de não interferir no processo eleitoral de 15 de junho, no qual Santos ganhou com 50,95% dos votos, na frente do uribista Óscar Iván Zuluaga, cético em relação à negociação política de Havana. Trata-se do quarto cessar-fogo unilateral empreendido pelas Farc desde que começou o processo de paz com o governo de Santos em Cuba, em novembro de 2012, em cessações à atividade armada que se prolongaram, no total, por quatro meses. Nesta ocasião, segundo os analistas consultados pela Agência Efe, a trégua foi 100% cumprida, já que houve seis ações armadas, "todas por iniciativa do governo ou forças militares", explicou Ariel Ávila, coordenador do Observatório da Fundação Paz e Reconciliação. A mais grave destas ações ocorreu no departamento de Antioquia, na qual morreram vários guerrilheiros. Segundo o analista, este fato é interessante já que as unidades das Farc que atuam no departamento (as frentes 34, 36 e 18), são sobre as quais "se tinham dúvidas" se acatariam as ordens da direção e, ainda assim, "não reagiram ao bombardeio". "As Farc ratificam a mensagem que sua estrutura está unida e têm comando sobre ela", acrescentou Ávila. Uma vez que termine o cessar-fogo nesta meia-noite, "será possível ver um aumento das ações armadas" da guerrilha, opinou Ávila, devido ao fato de não terem podido comemorar seus 50 anos, cumpridos no último dia 27 de maio, por estar em trégua pelo primeiro turno. No entanto, o analista ressaltou que "as Farc já estão pensando muito na opinião pública" na hora de atuar, motivo pelo qual a espiral não seria de envergadura. Por sua parte, o Centro de Recursos para a Análise do Conflito (CERAC), diz ter documentado uma violação do cessar-fogo: um ataque à delegacia de polícia do município de Solano, no departamento do Caquetá, no qual não houve vítimas. O ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010) denunciou que as Farc aproveitaram este contexto para forçar os camponeses de algumas regiões a votar em Santos, uma afirmação que hoje foi tachada pela própria guerrilha como um "delírio". "É o cúmulo do cinismo que quem tamanha falácia apregoa seja precisamente o mesmo que em eleições anteriores resultou vitorioso por meio do método infame da intimidação e da chantagem que pretende adjudicar-nos", disse o grupo guerrilheiro em comunicado. Apesar da tranquilidade nas fileiras das Farc, os últimos dias foram de intensa atividade para o Exército de Libertação Nacional (ELN), guerrilha com a qual o governo mantém diálogos exploratórios de paz desde janeiro deste ano. O ELN, que nesta sexta-feira completará também 50 anos, atuou nos fronteiriços departamentos de Arauca e Norte de Santander, no oleoduto Cano Limón-Coveñas, que mantém paralisada sua produção pelos ataques. Além disso, no domingo atentou com uma bomba contra um acampamento desta infraestrutura e feriu 13 trabalhadores petroleiros. No Chocó, no outro lado do país, o ELN mantém um forte enfrentamento contra uma estrutura do grupo narcoparamilitar Los Urabeños pelo controle do território que causou nas últimas semanas o deslocamento de centenas de famílias indígenas da região. EFE at/rsd

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