Favorito nas pesquisas desiste de concorrer à presidência da Ucrânia
Ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko reiterou intenção de concorrer ao pleito
Internacional|Do R7

Líder do partido Udar (Golpe), o ex-campeão mundial de boxe Vitali Klitschko anunciou neste sábado (29) que desistiu de se candidatar à presidência da Ucrânia nas eleições de 25 de maio e propôs o empresário Petro Poroshenko como candidato único para concorrer com o Partido das Regiões.
"A única forma de ganhar é apresentar um único candidato em nome das forças democráticas", anunciou Klitschko durante o congresso de seu partido, informaram as agências locais.
Considerado um dos favoritos à vitória nas eleições, Klitschko declarou que, ao invés de concorrer à presidência, seu alvo será a prefeitura de Kiev, a fim de "transformá-la em uma capital europeia".
"Temos que transformar nosso país em um autêntico país europeu. Todas as reformas e tudo mais deve começar com a capital", disse Klitschko.
— Lutamos juntos na (praça) Maidan (palco dos maiores protestos antigovernamentais) e trabalharemos lado a lado na reestruturação da Ucrânia.
Em relação ao pleito presidencial, Klitschko se mostrou esperançoso de que todos os membros da atual coalizão governante apoiarão Poroshenko, o que seria "uma demonstração de união nacional" e também permitiria economizar fundos para a economia nacional.
"Devemos fazer todo o possível para que as eleições presidenciais e municipais transcorram com transparência. Devemos formar uma nova e unificada maioria democrática. Devemos assumir a responsabilidade da formação do governo e a realização de um programa de reforma", argumentou.
Poroshenko, um dos homens mais ricos da Ucrânia, é considerado um dos principais patrocinadores dos protestos que começaram em novembro e culminaram com a queda do presidente Viktor Yanukovich em 22 de fevereiro.
Ao contrário da Revolução Laranja de 2004, na qual teve um protagonismo ainda maior, desta vez ele se manteve quase todo o tempo em segundo plano.
Segundo analistas políticos locais, as disputas internas entre os partidários de Tymoshenko e Poroshenko foram o elemento que provocou a cisão da coalizão laranja, e o posterior retorno ao poder de Yanukovich, o grande derrotado na revolução de 2004.
Ex-primeira-ministra quer concorrer
A ex-primeira ministra da Ucrânia, Yulia Tymoshenko, rejeitou neste sábado uma proposta feita pelos partidos que integram a atual coalizão governante em prol de uma candidatura única do empresário Petro Poroshenko nas eleições presidenciais de 25 de maio, e reiterou sua intenção de disputá-las.
Tymoshenko, que foi colocada em liberdade em 22 de fevereiro após ficar mais de dois anos e meio na prisão, condenada de corrupção e abuso de poder, recebeu hoje apoio unânime à sua candidatura durante o congresso federal de seu partido, o Batkivschina (Pátria).
Poroshenko tinha pedido a Tymoshenko para que o apoiasse nas eleições presidenciais, assim como fez o líder do partido Udar (Golpe), o ex-campeão mundial de boxe Vitali Klitschko. Poucos esperavam que a carismática líder da Revolução Laranja de 2004 seguisse o conselho de Klitschko de renunciar a suas ambições pessoais em favor de Poroshenko, que segundo as últimas pesquisas é o favorito.
Quando assumiu o cargo de primeira-ministra, em 2005, Tymoshenko enfrentou abertamente Poroshenko, a quem acusou de corrupção, o que a afastou do então presidente, Viktor Yushchenko, que a acabou destituindo.
Segundo analistas políticos locais, as disputas internas entre os partidários de Tymoshenko e Poroshenko provocaram a cisão da coalizão laranja, e o posterior retorno ao poder de Yanukovich, o grande derrotado na revolução de 2004.
Ao apresentar sua candidatura na quinta-feira, Tymoshenko se definiu como "a candidata da unidade" e lembrou sua capacidade de combater a corrupção. Natural de Dnipropetrovsk, região cuja maioria da população é de origem russa, ela disse estar convencida de que vai recuperar a Crimeia, que na última semana passou a integrar a Rússia.
— Considero Vladimir Putin o inimigo número 1 da Ucrânia.












