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Fechamento de estreito no mar Vermelho ‘afeta mais 12% do petróleo mundial’, alerta pesquisador

Irã ameaçou bloquear tráfego na região caso os EUA mantenham restrição aos portos iranianos

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Irã ameaça bloquear o tráfego no Mar Vermelho em resposta a restrições dos EUA.
  • Forças Armadas do Irã afirmam que a continuidade do bloqueio é uma violação do cessar-fogo.
  • Fechamento do estreito de Bab el-Mandeb pode impactar 12% do petróleo mundial e afetar o comércio global.
  • Embarcações que não respeitarem ordens de retorno ao porto podem ser apreendidas ou atacadas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Irã ameaçou bloquear o tráfego no mar Vermelho caso os Estados Unidos mantenham o bloqueio aos portos iranianos. O alerta iraniano foi divulgado nesta quarta-feira (15) em comunicado oficial do comando das Forças Armadas do país.

Segundo a nota, a continuidade das restrições impostas por Washington e a criação de insegurança para navios comerciais do Irã seriam interpretadas por Teerã como uma “violação do cessar-fogo” em vigor desde 8 de abril.


Navios militares navegando pelo mar em formação, sob céu encoberto
Comunicado alertou sobre restrições de exportação ou importação no Golfo Pérsico, no Mar de Omã e no Mar Vermelho Reprodução/Record News

O comunicado também destacou que as Forças Armadas da República Islâmica não permitirão qualquer operação de exportação ou importação no golfo Pérsico, no mar de Omã ou no mar Vermelho.

Em entrevista ao Conexão Record News, Vitelio Brustolin, professor de relações internacionais e pesquisador, afirma que o fechamento potencial do estreito de Bab el-Mandeb, no mar Vermelho, onde estão os Houthis do Iêmen, afeta mais 12% do petróleo mundial.


“Afeta também grande parte do comércio do mundo, porque esse estreito, que dá acesso ao mar Vermelho, também dá acesso ao canal de Suez. E pelo canal de Suez passa grande parte do comércio entre Europa e Oriente, a China, a Índia, por exemplo, e Japão”, completa.

Segundo Brustolin, o bloqueio pode apreender ou até, se for o caso, disparar contra embarcações que não respeitarem ordens de retorno ao porto.


“Se uma embarcação se aproximar desse bloqueio, ela vai receber um alerta por rádio, fogos de artifício vão ser disparados, tiros de alerta, e, em casos extremos, as embarcações podem ser apreendidas, como o Trump já ameaçou, ou inclusive podem se desferir disparos contra elas com intenção de danificá-las”, diz.

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