Filha de Bruce Lee defende anúncio de uísque que "ressuscita" ícone das lutas
Internacional|Do R7
Pequim, 12 jul (EFE).- A filha do mito das artes marciais Bruce Lee, tema de um polêmico anúncio de uísque que o "ressuscita" digitalmente, defendeu nesta sexta-feira a emissão do comercial, no qual participou como assessora, e assinalou que trata-se de uma "homenagem" a seu pai, cuja morte completa 40 anos. "É uma forma de prestar tributo ao meu pai e, em particular, a sua filosofia, fazendo de uma forma interessante e com o uso de tecnologias", declarou a também atriz Shannon Lee ao jornal "South China Morning Post". O comercial em questão, produzido para a Johnnie Walker, recria Bruce Lee na moderna Hong Kong atual e, desde sua primeira emissão na televisão chinesa, no último dia 7 de julho, vem recebendo muitas críticas, já que o ator de clássicos da luta, como "Operação Dragão" ou "O Dragão Chinês" era abstêmio e declaradamente contra bebidas alcoólicas. Para sua filha, no entanto, o anúncio separa claramente o Bruce Lee do álcool - que só aparece no último plano, sem o lutador na tela - e deveria ser interpretado como "um curta-metragem sobre ele, produzido pela Johnnie Walker". "Meu pai não bebia, é verdade", reconheceu Shannon ao jornal local, "mas nunca teve problemas com as pessoas que bebia ocasionalmente. Não tirava a garrafa das mãos se eles estivessem tendo um momento para desfrutar". As críticas ao comercial citado, no entanto, continuam nas redes sociais chinesas, onde agora também contra o fato do astro aparecer falando mandarim (dialeto chinês padrão, usado sobretudo no norte e no centro do país), quando a língua materna do ator era o cantonês (do sul). Atualmente, além de dar vida a seus personagens, Shannon Lee dirige uma fundação que, sob o nome de seu pai, procura manter o legado do ator que levou o cinema de artes marciais a ganhar um gênero próprio no Ocidente. No próximo dia 20 de julho, com uma série de exposições e homenagens, Hong Kong celebrará o 40º aniversário da morte de Bruce Lee, que morreu na então colônia britânica aos 32 anos, em consequência a uma estranha reação alérgica de um remédio. EFE abc/fk













