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Filme com Scarlett Johansson é vaiado no Festival de Veneza

Internacional|Do R7

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Alicia García de Francisco. Veneza (Itália), 3 set (EFE).- Scarlett Johansson chegou nesta terça-feira a Veneza com o melhor de seus sorrisos, sua voz grave e todo seu charme, mas, mesmo assim, a alienígena em busca de experiências humanas que a atriz interpreta em "Under the Skin", não agradou o público do festival. "Não tinha nenhuma ideia preconcebida sobre como me preparar para o papel, mas ficou claro desde o princípio que qualquer uma que eu tivesse seria completamente irrelevante", ressaltou a atriz sobre sua atuação no filme de Jonathan Glazer, que participa da competição oficial do Festival de Veneza, e que hoje recebeu algumas vaias durante a primeira exibição aberta à imprensa. Com calças pretas, camiseta preta e branca listrada e sem mangas, e o cabelo solto, a simpática atriz deu apenas declarações vazias sobre o seu papel em "Under the Skin", difícil de explicar e mais ainda de entender na tela. Scarlett interpreta uma alienígena que entra no corpo de uma mulher e se dedica a percorrer a Escócia, observar a vida dos seres humanos, atrair e matar homens e experimentar sensações desconhecidas. "Demorei duas semanas para encontrar o tom para a interpretação", reconheceu Scarlett, que disse ter gostado muito da ideia de "dar vida a um personagem sem nenhum elemento de humanidade". Um personagem que não tem intenções e que não atua por nenhum motivo, simplesmente porque tem que estar em um lugar concreto em um momento concreto, levou a atriz a um exercício de abandonar a si própria e se transformar "em parte de uma entidade". Scarlett explicou que este é um personagem que está aceso e apagado ao mesmo tempo, e que tem poucas falas, o que ela achou "muito interessante" por resultar em cenas abstratas e muito genuínas, que fazem com que seu personagem quase se funda com o cenário. Existe no filme uma "linha difusa entre a realidade e uma espécie de ilusão", e a história é complexa. Por isso, a reação das pessoas a esta estranha experiência a deixou "aterrorizada". Mas foi precisamente o fato de desconhecer as possíveis reações e de não entender totalmente o comportamento de seu personagem que lhe levou a participar do filme de Glazer. "Foi como uma terapia", acrescentou ela, sorridente. O filme, apesar de ser protagonizado por uma extraterrestre, não é de ficção científica, nem um thriller. "De fato não se pode classificá-lo em nenhum gênero e não existe uma moralidade específica". "É um tipo diferente de desafio", que em "Under the Skin" se baseia mais nas sensações, explicou o diretor. Glazer também procura desafios pessoais e profissionais em cada novo projeto e desta vez encontrou isso no livro de Michel Faber que tem o mesmo nome do filme, e relata uma "história perfeita que o obrigava a buscar uma linguagem visual diferente". Um filme sobre sexo, amor, vida e morte. "Sobre tudo e sobre nada ao mesmo tempo", afirmou o diretor, que tinha como objetivo mostrar o mundo através dos olhos da protagonista. No entanto, Glazer fez com que "Under the Skin" fosse um filme frio, com pouca personalidade e pouco marcante. Nem sequer aproveita as belas paisagens escocesas, mas apenas o sotaque dos nativos do país porque para Glazer parece ser excelente que algumas partes dos poucos diálogos do filme sejam totalmente incompreensíveis. No final das contas, o filme leva cerca de duas horas para contar uma história vazia que parece ter sido criada pelo diretor para aproveitar a beleza e a nudez da atriz Scarlett Johansson. EFE agf/apc/rsd

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