Fim do Ramadã será marcado por protestos pró e contra governo egípcio
Manifestações a favor e contra o Exército foram convocadas para quinta-feira (8)
Internacional|Do R7

Opositores e seguidores do presidente deposto do Egito, Mohammed Mursi, convocaram nesta quarta-feira (7) manifestações a favor e contra o Exército para amanhã (8), data que coincide com o início da festividade do "Eid ul-Fitr", que marca o final do mês sagrado muçulmano do Ramadã.
O grupo egípcio "Tamarrud" (insurgente), que organizou os protestos que pediam eleições antecipadas em 30 de junho, dias antes do presidente Mursi ser deposto, convocou os egípcios a se reunirem nas "praças da revolução" após a reza que marca o começo do "Eid ul-Fitr".
O Tamarrud pede que os manifestantes apoiem as Forças Armadas e rejeitem a intervenção estrangeira nos assuntos internos do Egito. O grupo ressaltou que o povo egípcio mostra "sua vontade de apoiar a intervenção das forças armadas para fortalecer a revolução, afirmar seus objetivos e empurrá-la para frente".
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As manifestações serão na praça Tahrir e seguirão em direção ao Palácio Presidencial de Itihadiya, no Cairo; em Sidi Bishr, em Alexandria, no norte do país; junto à Mesquita Grande, em Marsa Matruh, no oeste; e na cidade de Al Beheira, no delta do Nilo.
O grupo destacou que é preciso evitar que "uma só corrente", em referência à islamita, domine as praças durante a reza do "Eid ul-Fitr".
Já a Coalizão para a defesa da Legitimidade, que inclui vários grupos islamitas, entre eles a Irmandade Muçulmana, convocou para amanhã concentrações em todas as praças do país, sob o lema "O Eid da vitória".
Segundo um comunicado, divulgado no site da Irmandade, a aliança exige o fim do golpe militar e de suas consequências, assim como o retorno à legitimidade constitucional, em referência à volta ao poder do islamita Mursi, derrubado por um golpe militar.
As convocações coincidem hoje com um comunicado da presidência interina egípcia que deu por concluídos os esforços diplomáticos para acabar com os acampamentos de protesto dos seguidores de Mursi.
As autoridades advertiram várias vezes que iriam desmantelar à força os acampamentos nas praças cairotas de Rabea al Adauiya e de Al-Nahda, onde os islamitas permanecem.
O primeiro-ministro egípcio, Hazem el Beblaui, reiterou hoje a ameaça e pediu aos seguidores de Mursi que abandonem "rapidamente" os acampamentos.
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