FMI diz que não há discussão com o governo interino do Egito
Internacional|Do R7
WASHINGTON, 11 Jul (Reuters) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse nesta quinta-feira que não estava discutindo um possível empréstimo com o governo interino do Egito, e que sua decisão sobre fazê-lo seria guiada pelas opiniões da comunidade internacional.
O FMI vinha negociando um empréstimo muito necessário de 4,8 bilhões de dólares com o Egito antes da retirada do poder por militares do presidente eleito Mohamed Mursi, na semana passada.
"Na determinação de como lidar com o governo interino do Egito, seremos guiados, como costuma ser o caso nestas circunstâncias, pelas opiniões da comunidade internacional, em particular as que integram o Fundo", disse o porta-voz do FMI, Gerry Rice, a repórteres.
O FMI não costuma negociar com governos que não tenham sido reconhecidos pela comunidade internacional.
Rice disse que o FMI não esteve em contato com o governo interino, mas continuava mantendo "contato regular" com burocratas egípcios no nível técnico.
"Continuamos a seguir os desenvolvimentos (no Egito) de perto, e considerando suas implicações para o trabalho do FMI em ajudar o Egito a lidar com seus graves problemas econômicos", disse Rice.
Ele não quis comentar o pacote de ajuda de 12 bilhões de dólares prometido ao Egito por seus aliados ricos do Golfo nesta semana, e disse que não tem os detalhes do programa.
Embora o maciço pacote deva ser o bastante para ajudar o Egito a evitar uma crise na balança de pagamentos neste ano, um empréstimo do FMI é visto como crítico para convencer credores e investidores estrangeiros de que a economia do Egito está no caminho certo.
Para contentar o FMI, o governo teria que se comprometer com profundos cortes em seu déficit orçamentário. Ainda não está claro se um governo egípcio pode organizar a vontade de fazer cortes politicamente explosivos em subsídios exigidos para reduzir o déficit.
(Reportagem de Anna Yukhananov)











