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FMI reduz projeção de expansão do Brasil, mas prevê acelaração na A.Latina

Internacional|Do R7

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Jairo Mejía. Washington, 16 abr (EFE).- Apesar dos riscos globais e da crise financeira europeia, as economias da América Latina e do Caribe se manterão em aceleração graças a uma sólida demanda externa, indicou nesta terça-feira o Fundo Monetário Internacional (FMI), que, por sua vez, rebaixou significativamente o ritmo de crescimento da economia brasileira. Segundo o relatório semestral Perspectivas Econômicas Globais, publicado hoje pelo FMI, a região seguirá crescendo, embora abaixo da meta esperada. Ao invés de 3,6%, como se esperava em janeiro, o crescimento na região será de 3,4% em 2013, sendo que, no próximo ano, esse índice deve obter uma melhora e se situar em 3,9%. Os dados divulgados certificam a boa saúde econômica da região após o crescimento de 3% em 2012, com níveis de inflação estáveis, em torno de 6%, e um déficit por conta corrente abaixo de 2% do PIB. No entanto, a grande mudança nas previsões do FMI se refere ao Brasil, que crescerá 3% em 2013, meio ponto a menos do que era esperado em janeiro. Apesar dos contratempos, a economia brasileira seguirá crescendo em 2014, quando deverá se situar em 4%. O FMI aponta a que a melhora no Brasil em relação ao ano anterior esteve motivada pelas políticas expansivas internas e pelas medidas para aumentar o investimento. No caso do México, o FMI não mudou substancialmente suas previsões e espera que a economia do país se desacelere desde 3,9%, registrado em 2012, até 3,4% em 2013 e 2014. A economia mexicana, por sua parte, manterá seu ritmo estável de crescimento graças "à confiança dos empresários e consumidores e a força das exportações". Mais uma vez, o FMI lembra que não confia na qualidade dos dados de crescimento e de inflação previstos pelo governo argentino, especialmente depois que, no último mês de fevereiro, o organismo censurasse Buenos Aires por não tomar medidas para melhorar o cálculo dos dados. Os dados oficiais indicam que a Argentina crescerá entre 3% e 3,5% em 2013 e 2014, ao nível previsto pelos analistas privados. No entanto, o governo argentino acredita que a inflação ficará em torno de 10%, enquanto os consultores privados opinam que os preços estão subindo ao redor de 25%. "O crescimento se moderou na América Latina e no Caribe em 2012, mas a demanda interna continua sendo sólida", indicou o relatório, que lembra que isso aumentou o déficit por conta corrente, apesar dos preços das matérias-primas terem subido para compensar esse desequilíbrio em países fortes no comércio exterior. O FMI indicou que no caso do Chile, México e Peru, o crescimento foi forte, embora se mostre mais moderado adiante. O Chile manterá o nível de crescimento registrado em 2012 e deverá obter 4,9% (2013) e 4,6% (2014), enquanto o Peru terá 6,3% (2013) e 6,1% (2014). O FMI espera que os países com alta dependência das exportações de matérias-primas mantenham seu sólido crescimento, "com a notável exceção da Venezuela", que passará de 5,5% em 2012 para somente 0,1% em 2013, devido ao menor gasto fiscal, a forte freada no consumo e a desvalorização de sua divisa. "No Caribe, os desafios políticos são mais urgentes porque o crescimento ainda se vê comprometido pelos altos níveis de dívida e por sua baixa competitividade", indicou o FMI em seu recente relatório. Os países do Caribe, que cresceram em torno de 2,4% em 2012, passarão a crescer 2,2% em 2013 e 3% em 2014, especialmente pela manutenção dos fluxos de turistas. As economias das América central seguirão crescendo em 2013 e 2014 ao limite de seu potencial, ao redor de 4,5%, "apoiadas pelo fortalecimento das exportações e das remessas, embora a consolidação fiscal se mostre necessária em alguns casos". No entanto, o FMI adverte que os riscos em baixa "seguem dominando", principalmente se ocorrer um giro nas condições de financiamento externo e nos preços das matérias-primas. Nesse sentido, o FMI evidenciou que o esfriamento das economias da China, da Rússia e da Índia pode causar fortes repercussões na América Latina. O relatório publicado hoje antecede a reunião conjunta do FMI e do Banco Mundial (BM) que será realizada nesta semana em Washington e que também contará com uma nova cúpula de ministros de Economia e bancos centrais do G20. EFE jmr/fk (foto) (vídeo)

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