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Fogo de artilharia ucraniano mata dez civis no leste da Ucrânia

Internacional|Do R7

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Donetsk (Ucrânia), 13 fev (EFE).- Pelo menos dez civis, deles três crianças, morreram nas últimas 24 horas pelo fogo de artilharia ucraniana no leste da Ucrânia, denunciaram nesta sexta-feira os separatistas pró-Rússia. "Ontem na cidade de Gorlovka três crianças morreram após o impacto de um projétil de artilharia", disse à imprensa local o número dois das milícias da autoproclamada república popular de Donetsk, Eduard Basurin. Basurin acrescentou que, no total, quatro pessoas morreram em Gorlovka e três na cidade de Donetsk, o principal reduto dos separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia. Outras três pessoas morreram ontem à noite em Lugansk, segundo os pró-Rússia que controlam essa cidade, capital da região homônima fronteiriça com a Rússia. "Como resultado da canhonada noturna em Lugansk pelas Forças Armadas da Ucrânia, três pessoas morreram e outras quatro sofreram feridas", afirma um comunicado do Centro Informativo de Lugansk. As novas vítimas mortais entre a população civil perderam a vida apenas 48 horas depois do acordo de ontem na Bielorrúsia sobre a entrada em vigor de um cessar-fogo estipulado em Minsk pelos líderes da Ucrânia, Rússia, Alemanha e França. Segundo o plano de 13 pontos estipulado na quinta-feira na capital bielorrussa para pôr fim ao conflito que já tirou a vida de cerca de seis mil mortos no leste da Ucrânia, o cessar-fogo começará a reger às 00.00 horas de 15 de fevereiro hora ucraniana (20h, em Brasília, do 14 de fevereiro). O acordo prevê, após a cessação das hostilidades, o afastamento do armamento pesado da linha de separação de forças, a criação de uma ampla faixa de segurança e a troca de prisioneiros. O novo acordo também inclui o restabelecimento do controle de Kiev sobre a fronteira ucraniano-russa e o desarmamento e a saída do país de todos os grupos armados e mercenários estrangeiros que se encontram na zona de conflito. Em seu aspecto político, o plano pede uma reforma constitucional para descentralizar a Ucrânia, a realização de eleições locais nas zonas rebeldes sob a supervisão da OSCE e um status especial de autogoverno para elas, que poderão decidir sobre o idioma que empregarão. Além disso, Kiev deverá aprovar uma anistia para todos os participantes do conflito nas regiões de Donetsk e Lugansk. EFE vs-bsi/ff

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