Fonte do WikiLeaks, Chelsea Manning é presa pela 2ª vez
Enquanto trabalhava como analista de inteligência militar, americana vazou mais de 700 mil documentos sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão
Internacional|Do R7, com EFE

A ex-militar Chelsea Manning, a primeira grande fonte do WikiLeaks, foi presa nesta sexta-feira (8) por desacato às autoridades, após ter se negado a responder perguntas sobre a divulgação de segredos militares feita por ela em 2010. As informações são do jornal americano The Washington Post.
Mais cedo nesta sexta, Manning já havia comentado que estava preparada para ser presa por sua resistência em colaborar com a Justiça.
A ex-militar revelara no início da semana que compareceu a uma audiência com um "grande júri secreto" após receber "imunidade" pelo depoimento que faria. No entanto, se negou a responder perguntas sobre a divulgação das informações sigilosas em 2010 por já ter dado detalhes sobre o caso em uma corte marcial em 2013.
"Em solidariedade com muitos ativistas que enfrentam as mesmas dificuldades, manterei meus princípios. Estou preparada para enfrentar as consequências da minha recusa", disse Manning.
Caso de Julian Assange
Veículos da imprensa americana informaram no fim de semana que Manning tinha sido convocada a depor no caso que investiga o fundador do WikiLeaks, Julian Assange.
A defesa de Assange informou que apresentou uma "solicitação urgente" à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) para que o órgão determinasse que o governo americano revelasse as acusações apresentadas em sigilo contra seu cliente.
Manning foi condenada em 2013, quando ainda era conhecida como Bradley Manning, a 35 anos de prisão por ter sido responsável pelo maior vazamento de documentos confidenciais da história dos EUA.
A ex-militar foi libertada em 17 de maio de 2017 após um perdão presidencial concedido pelo ex-presidente Barack Obama, três dias antes de ele deixar o poder.
Enquanto trabalhava como analista de inteligência militar, Manning vazou mais de 700 mil documentos classificados ao WikiLeaks sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão, além de mensagens do Departamento de Estado.












