Forças ucranianas matam 20 rebeldes pró-russos em Mariupol
Para Kiev, manifestantes são "terroristas"
Internacional|Do R7

As forças governamentais ucranianas mataram nesta sexta-feira (9) 20 rebeldes pró-russos durante os confrontos ocorridos na cidade de Mariupol, na região insurgente de Donetsk (leste).
O ministro ucraniano do Interior, Arsén Avakov, disse em sua página do Facebook que cerca de 20 "terroristas" (como Kiev denomina os milicianos pró-russos) foram "liquidados e quatro aprisionados. A maioria dos atacantes atirou as armas e se escondeu em diferentes bairros da cidade".
Ucrânia rejeita possibilidade de diálogo com separatistas armados
Putin retira tropas russas da fronteira e aceita eleições presidenciais da Ucrânia
Os combates se ocorreram quando mais de meia centena de milicianos atacaram a sede da Polícia de Mariupol (situada nas margens do mar de Azov), enfrentamentos nos quais também morreu um soldado leal a Kiev.
"Houve uma tentativa de tomar o edifício. Ocorreu um tiroteio que desembocou em um enfrentamento em grande escala coincidindo com a chegada dos reforços do Serviço de Segurança e da Guarda Nacional", acrescentou.
Avakov também confirmou que, devido aos combates, o imóvel está agora tomado por chamas.
Segundo fontes sanitárias regionais citadas por agências ucranianas, três pessoas perderam a vida por disparos de bala em Mariupol, enquanto outras 25 ficaram feridas e foram hospitalizadas.
De acordo com a versão dos pró-russos, o tiroteio aconteceu durante o ataque por parte das forças governamentais à sede policial, onde se encontra entrincheirado um grupo de agentes que se nega a acatar as ordens de Kiev.
Mais de mil pessoas se dirigiram ao edifício para impedir a detenção dos policiais insubordinados, mas as forças leais a Kiev, que contam com o apoio de blindados, os receberam com disparos de advertência ao ar, segundo a mesma versão.
Outras fontes precisaram que os que se encontram entrincheirados não são policiais, mas soldados armados da autoproclamada "república popular de Donetsk", que se propõe realizar no domingo um referendo separatista.
Entre os feridos está um repórter da televisão russa RT, quefoi atingido por um tiro no estômago apesar de estar protegido com um colete anti-balas, segundo a diretora do canal, Margarita Simonian.
O Ministério da Defesa da Ucrânia anunciou ontem que prosseguirá com a ofensiva contra as milícias pró-russos sublevadas no leste do país, inclusive se os insurgentes das regiões de Donetsk e Lugansk adiarem o referendo separatista.
Os insurgentes rejeitaram por unanimidade o pedido do presidente russo, Vladimir Putin, de adiar a consulta, que Kiev tacha de "fraude política" e "aventura" sem perspectivas de êxito.
Os pró-russos de Donetsk e Lugansk, duas regiões limítrofes com a Rússia, se propõem perguntar aos cidadãos se apoiam a independência de seus territórios.














