Fórum da ONU condena atuação do Hezbollah na Síria
Internacional|Do R7
Por Stephanie Nebehay
GENEBRA, 14 Jun (Reuters) - O Conselho de Direitos Humanos da ONU condenou na sexta-feira o envolvimento de combatentes estrangeiros na guerra civil da Síria, incluindo a participação da milícia libanesa Hezbollah, mas não chegou a solicitar a suspensão do envio de armas.
O fórum, que se reúne em Genebra, aprovou uma resolução proposta por países árabes e ocidentais, solicitando a todos os envolvidos que evitem contribuir com uma maior escalada de um conflito em que pelo menos 93 mil pessoas já foram mortas até o final de abril.
Só a Venezuela votou contra o texto, apresentado pelo Catar em nome de Grã-Bretanha, Kuweit, Arábia Saudita, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos - todos eles países que apoiam as forças rebeldes. Houve 37 votos favoráveis, e 9 abstenções.
O embaixador equatoriano, Luis Gallego Chiriboga, observou que "os principais proponentes desse esboço de resolução são os que estão contribuindo para a continuação da escalada da violência, ao oferecer armas aos grupos de oposição, contribuindo assim para a escalada da violência".
Outros países latino-americanos e asiáticos, incluindo Brasil e Paquistão, lamentaram que o Conselho não tenha usado um linguajar mais forte para denunciar a infiltração de armas na Síria.
"Se deixarmos de condenar a transferência de armas na resolução, ela equivale a jogar lenha na fogueira", disse o embaixador-adjunto da Costa Rica, Christian Guillermet-Fernandez.
A Rússia, que participa do fórum como observador, lamentou que os EUA tenham sido um dos autores da iniciativa, enquanto Washington e Moscou tentam promover uma conferência de paz para a Síria.
"A mais recente resolução tendenciosa sobre a Síria fala do Hezbollah, mas eles não parecem preocupados com os cerca de mil grupos rebeldes bem pagos e fortemente armados", disse o diplomata russo Roman Kashaev.











