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Fracassa segunda tentativa de escolher novo presidente da Itália

Internacional|Do R7

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Roma, 18 abr (EFE).- A segunda votação no Parlamento para escolher o novo presidente da Itália terminou nesta quinta-feira sem que nenhum dos candidatos conseguisse a maioria de dois terços necessária para substituir o atual chefe de Estado, Giorgio Napolitano, cujo mandato encerra no dia 15 de maio. O fracasso da segunda votação, na qual era preciso um total de 672 votos para ser eleito, era previsível, pois o progressista Partido Democrata (PD), de Pier Luigi Bersani, e o conservador Povo da Liberdade (PdL), de Silvio Berlusconi, anunciaram sua intenção de votar em branco. Na votação, da qual 1.007 eleitores têm direito de participar, 948 tomaram parte, dos quais 418 votaram em branco, enquanto 230 o fizeram a favor do jurista Stefano Rodotà, candidato do Movimento 5 Estrelas, do comediante Beppe Grillo. Rodotà se tornou assim o aspirante mais votado nesta segunda rodada, enquanto o ex-sindicalista Franco Marini, candidato que tinha apoio de PD e PdL, recebeu apenas 15 votos, como consequência da decisão de ambas as legendas em votar em branco. Esta decisão permite aos dois partidos continuar negociando e estabelecer novas estratégias visando a conquista da presidência da República, entre as quais pode estar chegar à quarta votação, já que a partir desta é suficiente a maioria absoluta, fixada em 504 votos, para ser designado chefe de Estado. No entanto, e apesar da incerteza sobre o rumo que será tomado, as declarações de Bersani indicam que no PD está se perfilando uma alternativa à discutida proposta de Marini, embora este tenha rejeitado, segundo a imprensa local, voltar atrás em sua candidatura. Bersani declarou que é necessário tomar nota da abertura de uma nova fase e declarou que "o PD tem a responsabilidade de antecipar uma proposta a todo o Parlamento. Uma proposta, que como é costume no partido, será decidida com um método democrático em (uma nova) assembleia de grandes eleitores", que é esperada para amanhã. A aposta de Bersani em Marini gerou críticas em seu próprio partido, com alguns membros reagindo de forma irada à decisão e mostrando rejeição ao voto pelo ex-democrata-cristão e ex-presidente do Senado, por considerar que não representava a mudança que a Itália precisa. Entre os nomes agora cogitados voltam a soar com força os dos ex-primeiros-ministros progressistas Romano Prodi e Massimo D'Alema, que nas últimas horas teriam perdido força, embora não se descarte a possibilidade de o PD acabar apoiando Rodotà. No PdL, que tinha se mostrado a favor de votar em Marini, embora este não seja de centro-direita, se vê com maus olhos a opção de Prodi, considerado "a besta negra" de Berlusconi, a quem o ex-presidente da Comissão Europeia se impôs no passado na corrida eleitoral para primeiro-ministro. Assim, enquanto Berlusconi se dirigia a Udine (norte da Itália) para participar de um ato de partido e nem sequer foi à segunda votação de hoje no Parlamento, o secretário político do PdL, Angelino Alfano, pedia uma solução idônea para a eleição do presidente da República. O Movimento 5 Estrelas, por sua vez, se mantém firme em seu apoio a Rodotà, pelo menos até a quarta votação, embora Grillo hoje tenha dado sinais de abertura à candidatura de Prodi, no caso de o jurista decidir renunciar. Amanhã serão retomadas as votações para escolher quem será o 12º presidente da República italiana, e estão previstas duas sessões, assim como hoje. EFE ebp/id

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