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França aumenta presença no Mali com mais 1.800 soldados

Internacional|Do R7

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Paris, 18 jan (EFE).- A França anunciou nesta sexta-feira que reforçou sua presença militar no Mali com o envio de mais 1.800 soldados, o que demonstra o esforço de Paris para interromper o avanço salafista do norte do país africano em direção ao centro. O objetivo é aumentar depois o número de soldados no Mali para até 2.500. O ministro francês de Defesa, Jean-Yves Le Drian, informou hoje que com o envio de 1.800 soldados continua "a progressão de nossa implantação no terreno". Essencialmente, as tropas francesas, que atuam junto com o Exército regular do Mali, são integradas por forças de infantaria, algumas delas procedentes do Chade; um esquadrão blindado oriundo da Costa do Marfim, e soldados das unidades de operações especiais, fundamentais na luta antiguerrilha. Estas forças contam com o apoio de helicópteros e aviões de combate, entre outros dos caças-bombardeiros "Rafale", que desde o começo da chamada operação Cerval bombardeam sistematicamente os núcleos operacionais dos salafistas. O ministro justificou a magnitude da operação em função do perigo que representa o avanço que três grupos salafistas, Ansar al Din, Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) e Monoteísmo e Jihad em África Ocidental (MYAO), realizaram no final da semana passada. As três organizações vieram do norte do Mali, região onde tomaram o poder em junho de 2012, após retirar da zona os rebeldes separatistas tuaregues. Le Drian garantiu que a operação está sendo feita de acordo com as normas internacionais e é apoiada pelos principais parceiros da França. A operação teve alguns avanços no terreno, em particular com a tomada pelas tropas do Mali da cidade de Kona, a cerca de 700 quilômetros da capital Bamaco, que estava em mãos dos salafistas desde o dia 10 de janeiro, o que originou a intervenção francesa. No entanto, o Ministério e Defesa francês se mostrou mais cauteloso sobre a possível tomada de Diabali (a 400 quilômetros ao norte de Bamaco), apesar das informações vindas do Mali, que afirmam que a cidade foi recuperada. O porta-voz do Estado-Maior do Exército francês, o coronel Thierry Burkhard, informou que "os grupos terroristas estavam misturados com a população" de Diabali, pois assim sabem que não serão bombardeados pelo ar, e que até a tarde de hoje não estava ciente de nenhuma operação realizada na cidade. No campo político, as autoridades francesas se esforçaram por insistir na justificativa para realizar a operação e no apoio internacional que recebem, que no momento é pouco visível no cenário do conflito. O primeiro-ministro francês, Jean-Marc Ayrault, referiu-se à tomada de reféns após o ataque de um grupo salafista originário da AQMI a um complexo de gás na Argélia, o que segundo sua opinião "confirma a gravidade da ameaça terrorista" na zona do Sael e "justifica ainda mais a decisão de França de ajudar o Mali, porque são os mesmos grupos terroristas". Ayrault lembrou os objetivos da França no Mali: "deter o avanço dos terroristas em direção a Bamaco, o que foi atingido, garantir a existência do Estado malinês e facilitar a aplicação das resoluções internacionais" com o desdobramento de uma força multinacional africana. O primeiro-ministro frisou que a "operação responde à chamada das autoridades malinesas e está de acordo com as Nações Unidas", além disso, conta "o suporte ativo da comunidade internacional e de nossos sócios europeus". O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, considerou "possível" o apoio logístico que vários países europeus estão oferecendo à França se ampliar e incluir o envio de tropas de combate. Fabius, que participou de uma reunião em Bruxelas com chanceleres da União Europeia (UE) sobre a crise do país africano, lembrou que, independentemente de algum outro Estado membro decidir enviar soldados a Mali, um bom número deles já estão cooperando com Paris e apoiam politicamente a operação. "O conjunto de países europeus expressou sua solidariedade com Mali e com a ação da França", ressaltou o ministro, ao mesmo tempo em que afirmou que os franceses não estão sozinhos e sim são os "precursores", e que "sem a ação da França, já não haveria Mali". EFE ac/dk (foto)

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