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França garante ter provas do uso de gás sarin pelo regime sírio

Internacional|Do R7

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Paris, 4 jun (EFE).- O ministro de Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, disse nesta terça-feira ter conhecimento que houve pelo menos "um caso" de uso de gás sarin por parte do regime sírio e de "seus cúmplices". Em entrevista à emissora "France 2", o chefe da diplomacia assegurou que uma das amostras analisadas por um laboratório de seu país comprova que foram usadas armas químicas na Síria e que, após "ter remontado toda a cadeia, não há nenhuma dúvida que o regime e seus cúmplices" foram os responsáveis. Horas antes, Fabius tinha indicado em comunicado que as análises efetuadas por esse laboratório designado pela Organização para a Proibição de Armas Químicas tinham permitido constatar a presença de sarin, mas não especificou qual das partes em conflito tinha recorrido ao mesmo. O material analisado, segundo o ministro, procede de duas fontes: as amostras facilitadas no final de abril por dois enviados especiais do jornal "Le Monde", e outros entregues às autoridades francesas e procedentes da cidade de Saraqeb, onde se registrou um ataque nessa mesma data. Nesse último caso, como detalhou, tem a certeza que o responsável foi o regime sírio. O gás sarin é um potente agente nervoso classificado como arma de destruição em massa pela ONU. Segundo o "Le Monde", as amostras sanguíneas de Saraqeb foram retiradas de cinco vítimas, uma delas morta, e chegaram ao laboratório francês no último dia 9 de maio. Embora a origem do ataque químico no primeiro caso seja incerta, no segundo não há dúvidas, como assegura o jornal, pela presença de um helicóptero do exército sírio, que lançou munição carregada de gás tóxico. EFE mgr/rsd

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