Franceses fazem petição contra cargo para Brigitte Macron
Presidente estaria pensando em criar "estatuto de primeira-dama"
Internacional|ANSA Brasil

Mais de 250 mil pessoas assinaram uma petição online contra um suposto projeto da Presidência da França para criar um "estatuto de primeira-dama" para Brigitte Macron, inclusive dando a ela um gabinete especial e com a destinação de recursos para a pasta.
O abaixo-assinado foi lançado há duas semanas e, até o início da noite desta segunda-feira (7), já tinha o apoio de aproximadamente 257 mil cidadãos, sendo que a meta é atingir 300 mil. "Não há nenhuma razão para que a esposa do chefe de Estado tenha um orçamento com recursos públicos", diz a petição.
O autor da iniciativa, Thierry Paul Valette, ainda lembra que a mulher do presidente Emmanuel Macron já conta com uma equipe de "dois a três colaboradores", além de dois secretários e dois agentes de segurança. "E isso já é o suficiente", afirma.
A petição ganha força após o Parlamento da França ter aprovado uma lei para impedir deputados de contratarem parentes de primeiro grau para seus gabinetes. Durante a campanha, Macron anunciara que Brigitte desempenharia um "papel público", mas sem receber salário.
Nesta segunda-feira (7), o Palácio do Eliseu, sede da Presidência, tentou pôr panos quentes no debate e disse que a esposa de Macron não ganhará um estatuto de primeira-dama. Segundo fontes citadas pela emissora "BFMTV", deve ser divulgada em breve uma "carta de transparência" esclarecendo a função de Brigitte, que será "pública", e não "política".
Desde a posse de Macron, em maio, a primeira-dama tem tido pelo menos um compromisso oficial por semana, sempre sem câmeras de televisão por perto. Recentemente, se encontrou com crianças doentes em um hospital de Villejuif, a cerca de 10 quilômetros de Paris.
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