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Freiras libertadas na Síria chegam ao Líbano

Internacional|Do R7

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Beirute, 10 mar (EFE).- As 13 freiras sequestradas na Síria há quase três meses chegaram na noite desta segunda (data local) ao Líbano após serem libertadas pelo grupo rebelde que as entregou às autoridades libanesas, informou a agência de notícias nacional do Líbano, ANN. As religiosas entraram na cidade libanesa de Arsal, na fronteira com a Síria, e dali foram levadas à Labue, para a região de Yadida Yabus. As freiras apareceram pela primeira vez em público após a libertação nas imagens divulgadas pelas televisões libanesas. As mulheres apareceram sorridentes e aparentemente em bom estado de saúde. Em uma entrevista coletiva improvisada, uma das freiras afirmou que estão bem, mas cansadas. Ela agradeceu os esforços exercidos pelas autoridades religiosas, assim como pelo presidente sírio, Bashar al Assad, o emir do Catar, xeque At-Ta'mim Ben Hamid Al-Thani, e principalmente, pelo diretor da Segurança Geral libanesa, Abbas Ibrahim, para conseguir a libertação, uma operação que durou, segundo ela, nove horas. A expectativa é que agora, após o fim do cativeiro, as religiosas retornem em breve ao território sírio. Em declarações aos jornalistas, o diretor da Segurança Geral Libanesa, Abbas Ibrahim, disse que o acordo fechado com os sequestradores para a libertação das religiosas inclui soltar 150 pessoas na Síria, e negou que um resgate tenha sido pago. Ibrahim destacou que a libertação foi feita de acordo com o pacto fechado com os sequestradores, apesar destes últimos tentarem "sair do acordo" no último momento. Um porta-voz da embaixada do Catar, país que intermediou o processo, explicou que a libertação demorou por diferenças sobre essas condições. As freiras desapareceram do convento de Santa Tecla durante a tomada pelos rebeldes da população de maioria cristã de Malula, ao norte de Damasco, em 2 de dezembro. O regime de Al-Assad acusou "terroristas", como denomina os opositores do regime, de terem sequestrado às religiosas, que foram levadas à cidade de Yabrud, perto da fronteira com o Líbano. O grupo insurgente que as tinha em seu poder exigiu em janeiro a libertação de 200 presas pelo regime sírio em troca da soltura delas. EFE ssa/cd

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